Parada do Orgulho Clássico

8 06 2010

Inspeção veicular para antigos. Haverá luz no fim do túnel?

Mais um domingo da Estação da Luz, mais uma reunião mensal de clássicos. A temperatura baixa e o feriadão não diminuíram o público. Um sol tímido dava as caras, onde havia sombra, muito frio e escuridão, o que tornou um pouco díficil a tarefa de tirar fotos. O evento do dia  06/6 coincidiu com a Parada Gay, e não podemos dizer também que dono de carro clássico não pertença a um grupo ‘marginalizado’.

Os típicos bate-papos, sobre mecânica e procura de peças, neste domingo, cederam espaço para a injusta inspeção veicular, que também serão submetidos os automóveis antigos.  Injusta, porque se trata de automóveis que rodam pouco, uma vez por semana, alguns até uma vez por mês. Embora sejam sim mais poluentes na teoria, devido ao seu pouco uso, acabam jogando na atmosfera, menos monóxido de carbono que mordeníssimos carros injetados e catalisados que rodam diariamente, e muitas vezes desnecessariamente. Entupindo nossas vias  com congestionamentos monstro.

Que mané inspeção veicular o quê...Pedala Kassab!!!

Sem falar na proliferação de motos, uma moto pode chegar a poluir até 7X mais que um automóvel, e também rodando impunemente caminhões dentro da cidade, até no centro! A frota de ônibus coletivos é outra vilã, que pela cara tarifa cobrada pelas empresas do setor, poderiam já aportar investimentos em combustiveis alternativos menos poluidores.

Enfim, fica claro o caráter meramente arrecadatório da prefeitura, que reina sobre qualquer iniciativa sincera de melhorar o meio-ambiente e a qualidade de vida do cidadão. E se Gilberto Kassab pensa em se reeleger, pense de novo. No que depender pelo menos de donos de carros clássicos, e a maioria de membros de auto clubes, ele perdeu uma significativa e qualificada quantidade de votos.

Deixando a política de lado e falando de coisa que vale a pena. A Estação reuniu impecáveis classicos esportivos, e se eu tivesse que destacar uma marca, seria a Porsche. A começar por um rarissímo Spyder 718 RS60 1960, um outro modelo mais ‘domesticado’, um 356 1954 conversível e também o onipresente 911, preto ano 1978. Além dos alemães, 2 Minis clássicos, sendo um deles  o Morris GT1275, 1973 e sua frente “modernizada” reestilização que na época não agradou. Vale a curiosidade.

Olha que nesta inspeção, se bobear, vão querer ver até nossos dentes...

Um Corvette C2 1958 com rodas palito de maior diâmetro, outro Corvette já da crise energética de 1974 chamou a atenção do público e foi chamado de “Ferrari” algumas vezes. Um Caprice 1975 Lowrider no melhor estilo chicano me dificultou um pouco a vida para tirar fotos, tamanho era o assédio das pessoas. Além das fotos confira nosso video amador dessa bela barca.

Dos nacionais destaco o raro esportivo Puma GTB, 100% brasileiro em termos de projeto, esse também ganhou outras marcas e versões na boca dos leigos. Encontro de antigos é assim, um pouco de entreterimento e um pouco educativo. Se pode aprender muito sobre carros e até como a votar decentemente., mas não confiem só nas minhas palavras, apareçam lá no mês  que vem para prestigiar.

-Emerson Martinez

AS MÁQUINAS

Porsches Clássicos:

Porsche 718 RS60 Spyder, 1960

Porsche 356 Conversível, 1954

Porsche 911, 1978

 

Alfa Spyder, Bugatti Type 35A, Mini Coopers:

Alfa Romeo Spyder, 1968

Trivia: Este é o mesmo modelo que Dustin Hoffman dirigiu no filme, A Primeira Noite de um Homem.

Mini Morris 1275GT, 1973

O Mini Cooper por sua vez "atuou" no filme, Um Golpe à Italiana, com Michael Caine.

Mini Cooper S, 1968

Bugatti Type 35A, 1925 (Réplica)

 
Os Chevys:
 

Chevrolet Corvette C2, 1958

Polêmicos vincos no capô...

Corvette Stingray, 1974

Camaro Z/28, 198?

Chevrolet Caprice Lowrider, 1975

Belas rodas e pneus Toyo.

Será que tem direção hidraúlica?

Chevy Impala, 1961

Chevy Cup Hot Rod, 1933

Se liga nesses coletores Kassab.

 

Os Nacionais:

Puma GTB, 1978

São 171cv bem famintos...

É o meu modelo de Puma preferido.

Fastback nacional e com muito estilo.

Ford Maverick GT, 1974

E onde estão os Opalas SS?

Dodge Dart DeLuxo, 1973

Ao menos o dono deste Dart acredita no Dunga, haja fé...

Slides:

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Video Chevy Lowrider:





Antigos Vs Modernos.

28 05 2010

Golfs GTI 1976 e 2004: Top Gear põe à prova distantes gerações.

Sempre com abordagens e pautas interessantes, o programa automobilístico Top Gear da BBC britânica, dá aula de como se faz um informativo com automóveis, longe desses programecos comprados que funcionam como um press-release das montadoras. Desta vez Jeremy Clarkson resolveu desafiar seu colega de Top Gear Richard Hammond para um embate de gerações, cada um apostando suas fichas em modelos iguais ou semelhantes de épocas diferentes.

O duelo começa com um ícone esportivo da Volkswagen, o Golf GTI 1976 de primeira geração e o modelo de 28 anos depois, o 2004. Os pequenos Toyotas MR1 e MR2 rivalizam os anos 80 com o novo milênio, assim como os Peugeot 205 GTI e 206 RC, e 2 outros japoneses, os cupês da Nissan 300ZX e 350Z. Também há o duelo entre as Fords alemã e britânica, com o Ford Focus RS e o Ford Escort Cosworth respectivamente.

Quem nunca imaginou um racha entre Porsches 911 de diferentes gerações por exemplo? Ou de Mustangs de diferentes décadas? Pois esta é a magia do programa Top Gear, colocar em prática aquilo que nós aficionados só imaginamos. E quem ganhou o duelo entre antigos e modernos? Confira o excelente video e descubra!

-Emerson Martinez

1992 X 2002: O Escort Cosworth enfrenta seu sucessor, o Focus RS.





Ferrari F40 1987

24 05 2010

Ferrari F40: Começa a corrida dos Supercarros...

Em 1987 a Ferrari completava 40 anos, estava há 8 sem um título da Fórmula 1, Enzo Ferrari vivia seus últimos dias e por fim a Scuderia via crescer no seu retrovisor outras grandes marcas, tentando abocanhar uma fatia do seleto mercado dos supercarros, onde a Ferrari reinava preguiçosamente sozinha.

O melhor carro da Ferrari na época era a GTO 288, tinha 400 cavalos e um bom desempenho, só que a vizinha do norte, a Alemanha, havia lançado em 1986 o Porsche 959, que nada mais era que um 911 reestilizado e alargado e com muitas melhorias tanto em potência, quanto em tecnologia. A GTO tinha seu público, mas os predicados do 959 roubaram a cena, fora que a Porsche queria o título de carro mais rápido do mundo, e a Ferrari convenhamos, não iria aceitar que lhe esfreguassem isso na cara em pleno aniversário cheio.

A F40 é tão brega quanto os anos 80...

Feirão de Ferraris F40 em Roma...

A Ferrari então copiou em parte da receita Porsche e utilizou o mesmo chassi da GTO para criar outro carro. De fato a F40 também parece uma GTO encorpada, porém ao invés de criar um monstrinho tecnológico como o 959 , a Ferrari mais purista as idiossincrasias das corridas deixou a F40 tão tosca quanto um carrinho de “rolimã” chegando ao desaforo de colocar uma cordinha para abrir as portas internamente…

Em termos de estilo nada a acrescentar, a F40 era tão brega quanto um grupo de rock progressivo e seus integrantes com corte de cabelo mullet, mas o 959 também não fugia a esta regra. Ambos inclusive eram mais feios que os seus modelos base. Porém eram algo mais velozes e caros, e status era o que ambas marcas buscavam.

A F40 chegou com o preço base de US$ 360 mil e com o anúncio de que seriam fabricadas somente 400 unidades. Mas o impacto do seu lançamento foi grande e seus números de performance empacotaram de vez o eficiente alemão 959, batendo a barreira dos 320km/h a F40 tornou-se o carro mais veloz do mundo.

O mais rápido carro da década perdida: 320km/h

Um Supercarro italiano em Paris.

Mas mesmo se você achasse uma maleta com 360 mil dólares não significava que poderia comprar uma F40. A Ferrari tinha outras exigências como possuir outros 2 modelos Ferrari e também você tinha que ter referências de outros clientes Ferrari. Na verdade eu ousaria dizer que a F40 como seus sucessores, como F50 e Enzo, não são vendas mais sim concessões que a Ferrari faz. Esses carros mesmo na garagem de seus “donos”  ainda pertencem a marca de Maranello.

Em questão de meses porém, o preço do modelo subiu até atingir US$ 1,6 milhão. Inúmeros pedidos de magnatas, sheik’s árabes, marajás indianos, pilotos, ex-pilotos, etc, fizeram com que a Ferrari produzisse modelos F40 “a todo vapor” atingindo a produção total de 1315 unidades, não são números de um Toyota Corolla, mas nada mal para um carro de preço salgado e feito a mão.

A F40 foi o último projeto que o Commendatore Enzo Ferrari acompanhou, o teimoso e rabugento velhinho partiu em 1988. Ele sempre esnobou um pouco seus próprios carros de rua, vendo-os como um meio de adquirir fundos para os custos das corridas.

Carro de rua mais veloz, já em LeMans...

Mais confortável que carros alemães, como a Kombi por exemplo...

Motor V8, 2.9 litros e 478 cavalos, baita small block...

O motor deste ‘Shrek’ vermelho era um V8 de 2.9 litros com biturbo com 1,1 kg de pressão (Olhem ai Apzeiros…) e 478 cavalos, mais do que suficientes para sustentar seu título de carro mais veloz das ruas. Maaasss na pista, para a Ferrari a história é sempre diferente quando se trata de modelos turismo. A F40 foi um magnifico fracasso nas 24 horas de LeMans.

A F40 competiu em 1995 e 1996,  no primeiro ano a melhor colocação das Ferraris F40 que competiram, foi um décimo segundo posto, no ano seguinte um longinquo trigésimo quinto, pouco para uma Ferrari que fôra durante 7 anos o carro mais veloz do planeta. Porém é necessário lembrar que em 1995 a F40 já estava descontinuada e havia outros carros muitos rápidos, alguns mais até que a própria F40.

Uma F40 chegou a desembarcar no Brasil, comprada pela Fiat brasileira o carro ficou exposto no Salão do automóvel de 1990. Foi o primeiro modelo Ferrari que este blogueiro viu, mas sem me abalar muito, logo fui ver o novo modelo de Cadillac Fleetwood em outro estande. Pouco se sabe do destino final deste Ferrari, dizem  que o então presidente Fernando Collor o havia comprado, outros dizem que ainda está com a Fiat, fato é que o modelo sumiu dos olhos do público.

Curto, baixo e largo como todo supercarro...

Orfã: A F40 foi o último lançamento de Enzo Ferrari...

A F40 e os Tifosi italianos. (Muitos deles na verdade andam de Peugeot 206 ou de Fiat Punto)

O maior legado da Ferrari F40, foi o de inciar uma corrida entre muitas marcas de Supercarros para se lançar o mais rápido “automóvel de passeio” do mundo. Supercarros já existiam antes da F40, mas foi com ela que a alta performance começou a ganhar vulto. Ferrari, Porsche, Lamborghini Bugatti e outras tantas marcas pequenas do gênero, se esmeram ainda hoje para lançar modelos cada vez mais velozes e exclusivos.

A F40 deixou de ser fabricada somente em 1992, muito além das expectativas iniciais. Mas mal a Ferrari havia aposentado a F40 e a McLaren lançou o carro que acabou destronando os italianos, o McLaren F1, que segundo muitos era um F1 de rua, exageros à parte. A história da Ferrari F40 já havia sido contada.

Fosse eu muito, muito rico e já tivesse uma coleção de carros quase completa. Eu teria uma F40 só pra umas voltinhas, como eu não gosto de Ferraris, pra mim a F40 seria como a também italiana mortadela, a gente prova e curte por um instante e depois fala mal o restante do tempo.

Videos: Top Gear, Fifth Gear, comparativos com o Porsche 959, e avaliações, aqui tem quase tudo sobre o feioso “Rocky Balboa”  da Ferrari.

Ficha Técnica

Fabricante: Ferrari S.p.A – Maranello, Emilia–Romagna – Itália

Motor

  • Cilindrada: 2.9 litros, 8 cilindros em V
  • Torque: 58,8 kgfm @ 4500rpm
  • Potência: 478cv @ 7000rpm
  • Relação peso/potência: 2,30kg/cv

Dimensões e Peso

  • Comprimento: 4,43m
  • Largura: 1,98m
  • Altura: 1,13m
  • Peso: 1100kg

Desempenho

  • 0 a 100km/h: 3.7s
  • 0 a 160km/h: 7.8s
  • 0 a 400m: 11.7s @ 200km/h
  • 0 a 1000m: 21s
  • Velocidade Máxima : 323km/h

Fonte Dados Técnicos: www.torquestats.com

Autor: Emerson Martinez





Nissan Skyline GTR R34 1999

27 04 2010

O maior esportivo japonês da história? Possivelmente sim.

Maior esportivo americano? Corvette ZR1 (Ou Dodge Viper GTS? Escolha ai), Alemão? Porsche 911, italiano? Algum modelo de Ferrari de 2 milhões de dólares, japonês? Pois é…qual seria o modelo mais representativo desta industria? Eu apostaria um Temaki no Nissan Skyline GTR R34, ainda que ao contrário dos modelos citados, o Skyline seja o menos popular de todos e só ficou conhecido fora da Ásia graças a um video-game.

Em 1957, quando o Japão ainda estava em obras devido a destruição da Segunda Guerra Mundial, a Nissan conhecida na época também como Datsun, lançou o Skyline um médio nipônico com linhas inspiradas nos americanos da época. Mas foi só em 1969 que ele ganharia uma versão esportiva, que se seguiu até 1977. Após um hiato de 12 anos, ele retornaria com muito mais potência e tecnologia.

R34: Skyline no seu auge.

O motor: Potência subestimada pra se encaixar na lei.

Em 1989 inciou-se a série apelidada de Godzilla, eram verdadeiros monstros potentes e High-tech, começando pelo  R32 que tinha tração integral e 280cv. Depois em 1994 veio o R33 e finalmente em 1998 o R34. Os anos 90 marcaram o auge dos esportivos japoneses, foguetes como Mazda RX7, Toyota Supra, Mitisubishi 3000GT, Honda NSX, além do próprio Skyline faziam a alegria dos tuners da época e o pesadelo das seguradoras.

E por falar em seguradoras, as leis japonesas queriam “domar” esses carros impondo uma limitação de potência, de no máximo 280cv. Mas com um inesperado “jeitinho japonês” a lei “não vingou”, pois muitos desses carros apontavam mais de 300 cv no dyno. Era o caso do R34 que debitava nada menos que 330cv.

O desenho do painel parece já datado, mas nele há muita tecnologia.

O Skyline mostra seus músculos.

No painel havia mostradores muito modernos, uma tela ao lado do conjunto principal mostrava, em cristal liquido, a pressão do turbo e a temperatura do óleo. Apesar disso, curiosamente o modelo não possuía air-bags e este foi um dos motivos do modelo não ter uma importação regular para os Estados Unidos. Poucos são os americanos felizardos a possuir o veloz cupê. Um dos sortudos é ator de Velozes e Furiosos Paul Walker, que adquiriu o R34 após guiar um no segundo filme da franquia.

Muito moderno e interessante também é o sistema de tração deste carro, denominado HICAS (High Capacity Active Steering). Esta tecnologia, permite um pequeno esterçamento das rodas traseiras, em cerca de 1 grau, elas viram em curso contrário as rodas dianteiras e em baixa velocidade em manobras como estacionamento. Ou viram no mesmo sentido das dianteiras em altas velocidades, para otimizar o contorno de curvas.

No R34 você poderia ter o auxílio das rodas traseiras pra estacionar ou fazer curvas.

O modelo que participou de Velozes e Furiosos II e uma bela loira.

...e Paul Walker gostou tanto que ficou com um...

O R34 tinha bancos em concha e pneus 245/40 aro 18, custava a pechincha de 31.000 doláres, bem menos que seus equivalentes europeus. Porém o alcance mercadológico do Skyline fora do Japão foi limitado. As exportações eram principalmente para Austrália e Nova Zelândia (mercados muito pequenos), depois Reino Unido, Irlanda e Canadá com volumes também muito limitados.

Levando-se em conta seu mais de meio-século de história. O Skyline ganhou fama tardiamente, no final dos anos 90, quando todos os grandes esportivos japoneses estavam minguando em vendas ou sendo descontinuados. O modelo caiu na boca do povo através de video-games como Gran Turismo ou Need for Speed. É o consolo para quem nunca guiará um.

A versão R34 saiu de linha em 2002, dando lugar a um cupê chatissimo que mais parece carro de médico. Este novo carro apesar de possante também, está mais domesticado e bem menos agressivo, e visa prioritariamente o mercado americano.

Nas pistas o Skyline obteve muito sucesso na JTCC (Japonês de turismo) e no turismo australiano também, no Japão é utilizado para provas de arrancada em modelos que superam os 1000cv. Nos EUA algumas equipes de Drift utilizam Skylines do R32 ao 34.

Não é em qualquer revenda que se encontra um Skyline. Apele para um Video Game!

No desconhecido e competitivo turismo japonês, muitas vitórias.

Novo "Skyline": De um carro que tirava o sono, para outro que dá sono...

O Skyline, assim como muitos esportivos e alto desempenho japoneses reunia um belo refinamento mecânico, quase alemão. Com preços acessíveis, comparáveis aos populares Muscles americanos. Infelizmente, no caso do Skyline não houve uma exportação massiva, nem uma grande popularização do modelo no ocidente (a não ser nos Play Stations), mas isso não depõe contra a qualidade deste belo automóvel.

Aliás a China, um desses balados mostrengos do terceiro-mundo, deve ultrapassar o Japão este ano em PIB e em produção de veículos. Mas na Ásia só há uma nação que seja grande produtora de veículos de qualidade, e ela se chama Japão e muito disto graças ao Skyline o modelo mais longevo e icônico da história daquele país.

Ficha Técnica

Fabricante: Nissan Motor Company – Tochigi, Japão

Motor:

  • Cilindrada: 2.6 litros, 6 cilindros em linha.
  • Torque: 40kgfm @ 4400rpm
  • Potência: 280cv (Declarados) 335cv (Estimados) @ 6800rpm
  • Relação peso/potência: 4,56 kg/cv

Dimensões e peso

  • Comprimento: 4,60m
  • Largura: 1,93m
  • Entre-eixos: 2,66m
  • Peso: 1530kg

Desempenho

  • 0 a 100km/h: 5.2s
  • 0 a 160km/h: 12.80s
  • 0 a 400m: 13.17s
  • Velocidade Máxima: 250km/h

Fonte: Revista Japanese Performance e site www.fastestlaps.com

Autor: Emerson Martinez