Holanda vs. Espanha

11 07 2010

Agora é a hora da verdade!

Pois bem amigos do Punta Taco, é chegada a hora! Como diria a saudosa (e com todo respeito, gostosa) Leila Diniz, “Brigam Espanha e Holanda pelos direitos do mar” ou da pista? Nosso último comparativo da Copa não poderia ser outro, senão de dois supercarros oriundos das duas nações finalistas do mundial na África do Sul.

A Espanha enquanto construtor de automóveis, é uma espécie de “Uruguai”. Já teve muita tradição no passado, (como dissemos aqui na matéria dos velozes Pegasos), e além destes, da peninsula ibérica vieram também a Hispano-Suiza e Abadal. Hoje porém, o país é um grande produtor de automóveis  de montadoras multinacionais, e somente a Seat e a fabricante de utilitários Santana sobreviveram como matrizes.

O espirito superesportivo espanhol sobrevive agora apenas com raras iniciativas de pequenos fabricantes como a Tramontana, e a GTA Motor Competición que é na verdade uma equipe de corridas espanhola que compete na Fórmula 3 europeia, Superleague Formula , e nas competições GT de protótipos espanhola e do continente europeu. Entre as revelações deste time está o piloto espanhol Jaime Alguersuari.

GTA Motor: das pistas para a rua, praxe entre os fabricantes de supercarros.

Tanta expertise no mundo das competições, levou a GTA a fabricar em edição limitada para as ruas seu primeiro supercarro, o GTA Spano, o carro espanhol mais veloz de todos os tempos e um dos mais rápidos do mundo na atualidade. Apenas 99 unidades do Spano serão produzidas pela GTA na sua sede em Torrent, Valência.

A holandesa Spyker também tenta incluir a Holanda na elite de produtores de carros exóticos. A marca ganhou força recentemente quando comprou a combalida montadora sueca Saab, o que tornou a marca um pouco mais conhecida. A Spyker herda o nome da antiga marca holandesa de carros e aviões Spyker que fechou as portas em 1929.

"Nulla tenaci invia est via"

Além do nome o lema também se repete: Nulla tenaci invia est via, do latim algo como: “Para os tenazes nenhuma estrada é intransponível”. Certamente não para estes holandeses que competem também nas pistas. No passado recente tiveram até equipe de Fórmula 1, e na LeMans Series categoria GT2 colocaram um dos seus modelos, o C8 Laviolette, para competir.

O último lançamento da Spyker é o C8 Aileron Spyder, que na verdade em termos de desempenho e até de proposta não é lá muito comparável ao GT Spano, devido a superioridade em potência e performance do espanhol. Em comum no entanto a origem no mundo das corridas que ambas marcas europeias possuem. Se fosse pilotar uma destas máquinas, por qual optaria?

Aileron Spyder: Literalmente uma 'Laranja Mecânica'

Spyker C8 Aileron Spyder, 2010:  O supercarro holandês vem agora em versão conversível derivado do Laviolette, e é equipado com motor Audi V8 4.2 litros e 405cv. Sua carroceria é em alumínio, e seu interior vem em um sugestivo laranja que é revestido em couro, mas pode vir também em 14 tons. Sua capota tem por sua vez 8 opções de cores.

A transmissão pode ser automática ou manual de seis marchas, o acionamento da sua capota tem acionamento eletrohidráulico. O Aleiron por questões logistícas é fabricado em uma unidade da Spyker em Whitley, no Reino Unido.

A marca dispõe de uma crescente gama de modelos esportivos e são aguardadas futuras novidades após a aquisição da Saab, quem sabe virá em breve uma verdadeira “laranja mecânica” para encantar os automobilistas do mundo inteiro.

O carro mais veloz da Casa de Orange.

Carroceria em alumínio e interior em couro. Tudo feito a mão...

Fabricantes: (Sede): Zeewolde, Holanda  (Montagem): Whitley, Reino Unido.

  • Motor: 4.2 litros, 8 cilindros em V
  • Potência: 405cv @ 5800rpm
  • Torque: 49mkgf @ 4000rpm
  • 0-100km/h: 4.5s
  • Velocidade Máxima: 300km/h

 

GTA Spano: Poderosa fúria espanhola.

GTA Spano, 2010: Serão produzidas apenas 99 unidades deste que é simplesmente o mais furioso carro espanhol já lançado. O supercarro hispânico é feito em fibra de carbono e possui algumas amenidades tecnológicas, como um teto envidraçado de transparência regulável com cristal liquido, esse mesmo recurso é aplicado como Para-Sol. Compensando tanta visibilidade para frente e para o céu, não há no entanto, visibilidade traseira que só é possivel através de uma câmera.

Ajustável também é o sistema de suspensão, tanto em geometria como em altura. Os freios para estancar seus 780cv são em carbono-cerâmica. O motor é de Viper, um V10 de 8.3 litros. A transmissão é de semi-competição sequêncial com manopla atrás do volante automática, ou alavanca no console manual.

O Spano vem credenciado pela experiência da marca GTA nas pistas. É um supercarro de fato. Um touro furioso de quase 800cv que dará mais peso a camisa da Espanha no mundo do automóvel. Ele vem exatamente da terra onde nasceu em 1976 o pequeno Ford Fiesta, em Valência, o Spano torna-se então  um marco evolutivo do país em termos econômicos, tecnológicos e quiçá futebolísticos…

Lançamento do Spano na Ciutat de les Arts, em Valência.

 

Cockpit onde desfrutarão apenas 99 sortudos...

Fabricante: GTA Motor Competición – Torrent, Valência – Espanha

  • Motor:  8.3 litros, 10 cilindros em V
  • Potência: 780cv @ 6000rpm
  • Torque: 93,8 mkgf @ 4700rpm
  • 0-100km/h: 2.9s
  • Velocidade Máxima: 350km/h

Fonte Dados Técnicos: Fabricantes

Autor: Emerosn Martinez

¡Suerte Furia Roja!

 

 

 





Monteverdi Hai 450 SS 1970

30 06 2010

Monteverdi HAI 450 SS: Mopar Suiço?

Nada de esteriótipos contra os suiços, nada de queijos, chocolates, relógios, paraísos fiscais, neutralidade diplomática ou ferrolhos futebolísticos. Hoje vamos falar de um supercarro clássico e de quebra, com alma Mopar. Peter Monteverdi (1934-1998) era um piloto de modelos Ferrari e concessionário BMW, que em 1951 resolveu fabricar seus próprios esportivos e botar sua pequena Suiça no mapa da velocidade.

Somente nos anos 60, Monteverdi ganharia notoriedade, apresentando mais precisamente em 1967 o modelo High Speed 375S. A nomenclatura numérica diz respeito a potência do motor, sempre nos carros Monteverdi da montadora Chrysler. O propulsor do modelo High Speed era o 440 (7,2 litros) originalmente de Muscle Cars como o Dodge Charger R/T.

Suas linhas são muito parecidas com as do Renault Alpine A310

No HAI SS 450 você está bem acompanhado de um imenso motor Hemi.

Apesar da motorização Mopar, os Monteverdi não eram baratos e populares como os Muscle Cars, eram supercarros exclusivos e caros, sua produção era baixa, e suas carrocerias eram desenhadas pelo estúdio Fissore. Após o lançamento do 375S, Monteverdi apresentou no Salão de Genebra de 1970 o Hai 450 SS, um super esportivo com motor Hemi com mais de 450cv. O ex-revendedor e piloto Peter Monteverdi não precisaria  mais importar da Itália, ou Alemanha um esportivo que chegassse aos 300km/h.

O nome Hai significa tubarão em alemão, e muito tem a ver com suas linhas esguias, além da semelhança com o esportivo francês Renault Alpine A310. Inicialmente pretendia-se construir 49 unidades, mas a Monteverdi ficou em apenas dois protótipos, posteriormente mais duas réplicas foram adicionadas ao Museu da Monteverdi. A marca encerrou suas atividades em 1984.

A promessa de um supercarro suiço que durou pouco...

Todos os modelos esportivos Monteverdi tinham um rival em particular o Jensen Interceptor britânico que coincidentemente utilizava motorização Chrysler. Nas pistas a Monteverdi ingressou na Fórmula 1 em 1990, mas sem sucesso, concluindo apenas 10 das 16 provas. A marca tentou também voltar com a produção automobilística em 1992, com o modelo Hai 650 F1. Mas o modelo não agradou, e seus protótipos assim como o 450, foram parar no museu da Monteverdi nas antigas instalações da fábrica, na Basiléia.

Fabricante: Monteverdi Automotive – Binningen, Basiléia – Suiça

  • Motor: 7.0 litros, 8 cilindros em V
  • Potência:  456cv @ 5000rpm
  • Torque:  69 mkgf @ 3000rpm
  • Câmbio: Manual de 5 marchas
  • Comprimento: 4,34m
  • Largura: 1,78m
  • Altura: 1,02m
  • Peso: 1247kg
  • 0-100km/h: 4.9s
  • Velocidade Máxima: 300km/h

Fonte dados técnicos: Fabricante

Autor: Emerson Martinez

 

 





Inglaterra vs. Estados Unidos

12 06 2010

Não são supercampeões no futebol, mas ambos tem supercarros.

Nesse duelo de ‘metrópole’ contra ‘colônia’ já tivemos a zebra futebolística de 1950 no futebol. Mas falando de supercarros, seria equilibrado um duelo entre o mítico McLaren F1 de 1992, o carro de produção contínua mais rápido do século XX, e o recém lançado Corvette ZR1 2009, o mais rápido GM da história? Veja e decida quem ganha esse racha, camisa e potência para esses dois não faltam.

McLaren F1: Quase 400km/h

McLaren F1, 1992:  O próprio nome já diz, em 92 a McLaren não queria somente produzir mais um supercarro, mas algo que se aproximasse o máximo possível de um carro de Fórmula 1 para as ruas, e eles conseguiram. Além do “F1” a posição central do motorista era outro lembrete de que o modelo era quase um monoposto legalizado para pobres, ou melhor, ricos mortais.

O motor era um V12 da BMW, que gerava 627 cavalos. Além de exuberante potência, o revestimento do cofre do motor era folheado a ouro (!), um verdadeiro Fort Inox móvel. Apenas 100 foram produzidos, 36 de competição, e o preço? Esquece, nem a folha de pagamento do Manchester United pode comprar o velocíssimo F1.

O estábulo dourado, 627cv

O McLaren tem as portas abertas só para "boleiros" milhionários

Fabricante: McLaren Automotive – Woking, Surrey – Reino Unido

  • Motor: 6.1 litros, 12 cilindros em V
  • Potência: 627cv @ 7500rpm
  • Torque: 69,3 mkgf @ 5600rpm
  • 0-100km/h: 3.2s
  • 0-160km/h: 6.3s
  • 0-200km/h: 9.4s
  • 0-300km/h: 22s
  • 0-400m: 10.8s
  • Velocidade Máxima: 386km/h

Ao contrário da McLaren, a GM quer ver o "povo" a mais de 300km/h

Chevrolet Corvette ZR1, 2009: Após um hiato de 14 anos, a GM, à beira da falência, trouxe de volta em 2009 a versão mais musculosa dos Corverttes modernos, o ZR1. E este Corvette assim como a seleção americana de 1950, pertence a classe “operária”, custando cerca de US$ 113.000. Praticamente de graça, perto dos milhões do McLaren F1. Mas será que este GM, que é o mais rápido Chevrolet da história, teria talento pra driblar em campo em pista o McLaren F1?  Tal qual fizeram seus compatriotas em 1950, naquele surpreendente jogo em Belo Horizonte?

O veloz Chevy terá uma produção de 2000 unidades/ano, não será portanto uma figurinha tão rara quanto o McLaren. Mas esses dois são absolutamente colecionáveis, rápidos e com status de lendas.

Pechincha: 638cv por só 113 mil doláres...

O craque yankee está em plena forma.

Fabricante: General Motors Company – Bowling Green, Kentucky – Estados Unidos

  • Motor: 6.2 litros, 8 cilindros em V
  • Potência: 638cv
  • Torque: 83,5 mkgf
  • 0-100km/h: 3.2s
  • 0-160 km/h: 6.3s
  • 0-200 km/h: 10.3s
  • 0-300 km/h: 32.6s
  • 0-400m: 11.2s
  • Velocidade Máxima: 330km/h

Video McLaren F1:

Video Corvette ZR1:

-Se possível dê sua opinião aqui no Punta Taco. Diga que modelo deste comparativo você mais gostou e porquê, esperamos sua participação!

Fonte: www.fastestslaps.com

Autor Emerson Martinez





Ferrari F40 1987

24 05 2010

Ferrari F40: Começa a corrida dos Supercarros...

Em 1987 a Ferrari completava 40 anos, estava há 8 sem um título da Fórmula 1, Enzo Ferrari vivia seus últimos dias e por fim a Scuderia via crescer no seu retrovisor outras grandes marcas, tentando abocanhar uma fatia do seleto mercado dos supercarros, onde a Ferrari reinava preguiçosamente sozinha.

O melhor carro da Ferrari na época era a GTO 288, tinha 400 cavalos e um bom desempenho, só que a vizinha do norte, a Alemanha, havia lançado em 1986 o Porsche 959, que nada mais era que um 911 reestilizado e alargado e com muitas melhorias tanto em potência, quanto em tecnologia. A GTO tinha seu público, mas os predicados do 959 roubaram a cena, fora que a Porsche queria o título de carro mais rápido do mundo, e a Ferrari convenhamos, não iria aceitar que lhe esfreguassem isso na cara em pleno aniversário cheio.

A F40 é tão brega quanto os anos 80...

Feirão de Ferraris F40 em Roma...

A Ferrari então copiou em parte da receita Porsche e utilizou o mesmo chassi da GTO para criar outro carro. De fato a F40 também parece uma GTO encorpada, porém ao invés de criar um monstrinho tecnológico como o 959 , a Ferrari mais purista as idiossincrasias das corridas deixou a F40 tão tosca quanto um carrinho de “rolimã” chegando ao desaforo de colocar uma cordinha para abrir as portas internamente…

Em termos de estilo nada a acrescentar, a F40 era tão brega quanto um grupo de rock progressivo e seus integrantes com corte de cabelo mullet, mas o 959 também não fugia a esta regra. Ambos inclusive eram mais feios que os seus modelos base. Porém eram algo mais velozes e caros, e status era o que ambas marcas buscavam.

A F40 chegou com o preço base de US$ 360 mil e com o anúncio de que seriam fabricadas somente 400 unidades. Mas o impacto do seu lançamento foi grande e seus números de performance empacotaram de vez o eficiente alemão 959, batendo a barreira dos 320km/h a F40 tornou-se o carro mais veloz do mundo.

O mais rápido carro da década perdida: 320km/h

Um Supercarro italiano em Paris.

Mas mesmo se você achasse uma maleta com 360 mil dólares não significava que poderia comprar uma F40. A Ferrari tinha outras exigências como possuir outros 2 modelos Ferrari e também você tinha que ter referências de outros clientes Ferrari. Na verdade eu ousaria dizer que a F40 como seus sucessores, como F50 e Enzo, não são vendas mais sim concessões que a Ferrari faz. Esses carros mesmo na garagem de seus “donos”  ainda pertencem a marca de Maranello.

Em questão de meses porém, o preço do modelo subiu até atingir US$ 1,6 milhão. Inúmeros pedidos de magnatas, sheik’s árabes, marajás indianos, pilotos, ex-pilotos, etc, fizeram com que a Ferrari produzisse modelos F40 “a todo vapor” atingindo a produção total de 1315 unidades, não são números de um Toyota Corolla, mas nada mal para um carro de preço salgado e feito a mão.

A F40 foi o último projeto que o Commendatore Enzo Ferrari acompanhou, o teimoso e rabugento velhinho partiu em 1988. Ele sempre esnobou um pouco seus próprios carros de rua, vendo-os como um meio de adquirir fundos para os custos das corridas.

Carro de rua mais veloz, já em LeMans...

Mais confortável que carros alemães, como a Kombi por exemplo...

Motor V8, 2.9 litros e 478 cavalos, baita small block...

O motor deste ‘Shrek’ vermelho era um V8 de 2.9 litros com biturbo com 1,1 kg de pressão (Olhem ai Apzeiros…) e 478 cavalos, mais do que suficientes para sustentar seu título de carro mais veloz das ruas. Maaasss na pista, para a Ferrari a história é sempre diferente quando se trata de modelos turismo. A F40 foi um magnifico fracasso nas 24 horas de LeMans.

A F40 competiu em 1995 e 1996,  no primeiro ano a melhor colocação das Ferraris F40 que competiram, foi um décimo segundo posto, no ano seguinte um longinquo trigésimo quinto, pouco para uma Ferrari que fôra durante 7 anos o carro mais veloz do planeta. Porém é necessário lembrar que em 1995 a F40 já estava descontinuada e havia outros carros muitos rápidos, alguns mais até que a própria F40.

Uma F40 chegou a desembarcar no Brasil, comprada pela Fiat brasileira o carro ficou exposto no Salão do automóvel de 1990. Foi o primeiro modelo Ferrari que este blogueiro viu, mas sem me abalar muito, logo fui ver o novo modelo de Cadillac Fleetwood em outro estande. Pouco se sabe do destino final deste Ferrari, dizem  que o então presidente Fernando Collor o havia comprado, outros dizem que ainda está com a Fiat, fato é que o modelo sumiu dos olhos do público.

Curto, baixo e largo como todo supercarro...

Orfã: A F40 foi o último lançamento de Enzo Ferrari...

A F40 e os Tifosi italianos. (Muitos deles na verdade andam de Peugeot 206 ou de Fiat Punto)

O maior legado da Ferrari F40, foi o de inciar uma corrida entre muitas marcas de Supercarros para se lançar o mais rápido “automóvel de passeio” do mundo. Supercarros já existiam antes da F40, mas foi com ela que a alta performance começou a ganhar vulto. Ferrari, Porsche, Lamborghini Bugatti e outras tantas marcas pequenas do gênero, se esmeram ainda hoje para lançar modelos cada vez mais velozes e exclusivos.

A F40 deixou de ser fabricada somente em 1992, muito além das expectativas iniciais. Mas mal a Ferrari havia aposentado a F40 e a McLaren lançou o carro que acabou destronando os italianos, o McLaren F1, que segundo muitos era um F1 de rua, exageros à parte. A história da Ferrari F40 já havia sido contada.

Fosse eu muito, muito rico e já tivesse uma coleção de carros quase completa. Eu teria uma F40 só pra umas voltinhas, como eu não gosto de Ferraris, pra mim a F40 seria como a também italiana mortadela, a gente prova e curte por um instante e depois fala mal o restante do tempo.

Videos: Top Gear, Fifth Gear, comparativos com o Porsche 959, e avaliações, aqui tem quase tudo sobre o feioso “Rocky Balboa”  da Ferrari.

Ficha Técnica

Fabricante: Ferrari S.p.A – Maranello, Emilia–Romagna – Itália

Motor

  • Cilindrada: 2.9 litros, 8 cilindros em V
  • Torque: 58,8 kgfm @ 4500rpm
  • Potência: 478cv @ 7000rpm
  • Relação peso/potência: 2,30kg/cv

Dimensões e Peso

  • Comprimento: 4,43m
  • Largura: 1,98m
  • Altura: 1,13m
  • Peso: 1100kg

Desempenho

  • 0 a 100km/h: 3.7s
  • 0 a 160km/h: 7.8s
  • 0 a 400m: 11.7s @ 200km/h
  • 0 a 1000m: 21s
  • Velocidade Máxima : 323km/h

Fonte Dados Técnicos: www.torquestats.com

Autor: Emerson Martinez





Renault Mégane RS 2010

7 04 2010

Novo Mégane RS: Menos feiúra, mais desempenho

Os franceses tem uma certa fama de fazer carros feios, mas o francês (na verdade franco-espanhol) Mégane RS, é uma exceção (ou quase), ganhando cerca de 30cv a mais em relação a versão anterior, e muitos pontos extras em estética. O novo Mégane tem uma versão esportiva que o torna um dos mais rápidos Renaults da história.

Não que a concorrência esteja dormindo, em matéria de hatches esportivos a Europa está bem servida. Com foguetinhos como: Focus RS, León Cupra, Golf R32 e Civic Type R. Excluindo-se o Honda nipo-inglês os outros citados tem mais cavalaria que o Renault. Mas os parisienses não deixam por menos,  e tem muito a transferir em tenologia, já que tem muita experiência no principal laboratório automobilístico. A Formúla 1.

Renault F1: Expertise das pistas para a rua.

Belas rodas aro 18.

Escape central, gostei!

O Mégane RS vem com motor de 2 litros, turbo alimentado, que lhe dá um bom torque de 34,7kg. Sendo que 80% deste torque vem com apenas 1900 rpm. Para aumentar ainda mais seu poder de arrancada (já que tem tração dianteira), o carro é dotado de um diferencial auto-bloqueante. A potência é de 250cv.

No câmbio, você tem alertas visuais e sonoros para a troca de marchas. Os bancos dianteiros são em forma de concha, similares aos de competição. Pedais esportivos, conta-giros de fundo amarelo completam um acabamento bem agressivo.

Lindo painel, apenas uma ressalva a exagerada inclinação dos mostradores.

O conta-giros amarelos é um charme à parte.

A Renault mandou bem também nos pedais.

Bancos que vestem.

As entranhas do Mégane.

Veredicto: Enquanto os brasileiros pagam muito caro para guiar Renaults como o Logan, Sandero ou um Clio defasado e de motor bem cansado, os europeus podem por exemplo, adquirir por um preço justo um belo Hatch da Renault que chega a quase 250km/h. A gasolina deles é mais cara, as leis de poluentes são muito mais rigidas, então qual é a explicação? Enquanto ela não vem sinta inveja dos motoristas europeus.

 

245km/h por 30.000 euros.

Videos: O primeiro é de  impressões sobre o carro da revista holandesa AutoWeek. O segundo é um passeio nas ruas de Mônaco com o piloto de F1 Fernando Alonso (quando este estava na Renault) e o último é uma breve espiada na fábrica do Mégane RS na Espanha.

Ficha Técnica

Fabricante: FASA Renault – Palencia, Castilla y León, Espanha – União Européia

Motor

  • Cilindrada: 2.0 litros
  • Torque: 34,7kgfm @ 3000rpm
  • Potência: 250cv @ 5500rpm
  • Relação peso/potência: 5,7 kg/cv

Dimensões e Peso

  • Comprimento: 4,22m
  • Largura: 1,80m
  • Peso: 1422kg

Desempenho

  • 0 a 100km/h: 6.5s
  • 0 a 120km/h: 8.5s
  • 0 a 160km/h: 14.6s
  • 0 a 1000m: 25.7s
  • Velocidade Máxima: 245km/h

Fonte: Revista Sport Auto, Janeiro de 2010.

Autor: Emerson Martinez.