Muscle Wallpapers

2 09 2010
1967 Pontiac Trans Am & 1969 Chevrolet Camaro SS

Deixe a tela do seu PC mais potente!

Vamos começar setembro como pé no acelerador, prova disto são 25 papéis de parede com belos Muscle Cars. Como internauta sei como é dificil achar alguns destes modelos com resolução razoável, então fica aqui nossa contribuição para o repositório de imagens na internet. A maioria das imagens – não todas – são cortesia da revista americana Popular Hot Rodding. Nada de carros hibridos, populares ou monovolumes. Muscle Power 24-7 cuz!

Emerson Martinez

 





O Esquadrão Implacável/The Seven Ups

16 07 2010

The Seven Ups: Perseguição com grife Bullit...

Antes de Tubarão, Roy Scheider (1932-2008) estrelou o filme policial Seven Ups (O Esquadrão Implacável) de 1973, que é um grupo de elite policial à paisana que se utiliza de táticas não convencionais na luta contra o crime. O caldo engrossa quando um dos policiais deste esquadrão é assassinado, e o grupo colocado à prova.

Colocados à prova também foram os Pontiacs Ventura e Grand Ville que literalmente decolam nas ruas do Bronx a 180km/h reais. Se você só viu carro correndo no cinema assistindo Velozes e Furiosos, se prepare, porque nesta perseguição não há efeitos especiais, apenas câmeras instaladas nos carros capturando toda a ação.

O saudoso Roy Scheider checa os últimos detalhes do seu Pontiac Ventura.

Sem efeitos especiais: Os carros vão a toda velocidade apenas com as câmeras fixadas.

Pontiac Ventura Sprint 1973: 200cv liquidos e 0-100km/h em 7.7s

O filme da 20th Century Fox, foi dirigido por Philip D’Antoni, produtor do policial Bullit (1968) estrelado por Steve McQueen. Também de Bullit e Operação França, Bill Hickman (1921-1986) piloto-dublê que é o sinistro ‘tiozinho’ de óculos que pilotava o Charger R/T preto perseguido por McQueen.

As cenas de perseguição se deram nas ruas do Bronx e Manhattan, o carro dos bandidos é um Pontiac Grand Ville 1973 , um Full-Size que teve baixa produção entre os anos 1971/1975. O enorme sedã tinha um motor de 6.6 litros e 360cv brutos e impressiona pela velocidade alcançada nas cenas.

O “compacto” Pontiac Ventura 1973 por sua vez, possui o famoso 350 (5.7 litros) e 200cv liquidos, este modelo é baseado no Chevrolet Nova do mesmo ano e é basicamente o último Pontiac GTO fabricado em 1974. Este modelo acelerava de 0 a 100km/h em 7.7s e cumpria o quarto de milha (400m) em 15.7s, números semelhantes aos de um Honda Civic SI atual.

Mais uma vez Bill Hickman não dá mole pro "mocinho"

Pontiac Grand Ville, a 'barca' voadora de Seven Ups...

Ventura Sprint exatamente igual ao do filme em foto atual...

Os anti-saudosistas que me perdoem, mas em se tratando de perseguição cinematrográfica de automóveis os anos 70 foram a Era de Ouro, distantes de normas mais rigidas de segurança, altos valores de seguro e principalmente de efeitos especiais à la PlayStation, esses dublês profissionais premiaram o público de cinema da época com cenas antológicas e com muita, muita velocidade. Vou mais longe: Bullit, Operação França e O Esquadrão Implacável deveriam ser vendidos em pacote único de DVD.

(Nota: o Grand Ville branco da foto é versão cupê e de ano diferente do modelo do filme)

Aperta o cinto abdominal ai!

Trailer:

Perseguição:

Fonte: Revista Car Magazine  e sites: www.imdb.com e www.imcdb.org

Autor: Emerson Martinez

 





Monteverdi Hai 450 SS 1970

30 06 2010

Monteverdi HAI 450 SS: Mopar Suiço?

Nada de esteriótipos contra os suiços, nada de queijos, chocolates, relógios, paraísos fiscais, neutralidade diplomática ou ferrolhos futebolísticos. Hoje vamos falar de um supercarro clássico e de quebra, com alma Mopar. Peter Monteverdi (1934-1998) era um piloto de modelos Ferrari e concessionário BMW, que em 1951 resolveu fabricar seus próprios esportivos e botar sua pequena Suiça no mapa da velocidade.

Somente nos anos 60, Monteverdi ganharia notoriedade, apresentando mais precisamente em 1967 o modelo High Speed 375S. A nomenclatura numérica diz respeito a potência do motor, sempre nos carros Monteverdi da montadora Chrysler. O propulsor do modelo High Speed era o 440 (7,2 litros) originalmente de Muscle Cars como o Dodge Charger R/T.

Suas linhas são muito parecidas com as do Renault Alpine A310

No HAI SS 450 você está bem acompanhado de um imenso motor Hemi.

Apesar da motorização Mopar, os Monteverdi não eram baratos e populares como os Muscle Cars, eram supercarros exclusivos e caros, sua produção era baixa, e suas carrocerias eram desenhadas pelo estúdio Fissore. Após o lançamento do 375S, Monteverdi apresentou no Salão de Genebra de 1970 o Hai 450 SS, um super esportivo com motor Hemi com mais de 450cv. O ex-revendedor e piloto Peter Monteverdi não precisaria  mais importar da Itália, ou Alemanha um esportivo que chegassse aos 300km/h.

O nome Hai significa tubarão em alemão, e muito tem a ver com suas linhas esguias, além da semelhança com o esportivo francês Renault Alpine A310. Inicialmente pretendia-se construir 49 unidades, mas a Monteverdi ficou em apenas dois protótipos, posteriormente mais duas réplicas foram adicionadas ao Museu da Monteverdi. A marca encerrou suas atividades em 1984.

A promessa de um supercarro suiço que durou pouco...

Todos os modelos esportivos Monteverdi tinham um rival em particular o Jensen Interceptor britânico que coincidentemente utilizava motorização Chrysler. Nas pistas a Monteverdi ingressou na Fórmula 1 em 1990, mas sem sucesso, concluindo apenas 10 das 16 provas. A marca tentou também voltar com a produção automobilística em 1992, com o modelo Hai 650 F1. Mas o modelo não agradou, e seus protótipos assim como o 450, foram parar no museu da Monteverdi nas antigas instalações da fábrica, na Basiléia.

Fabricante: Monteverdi Automotive – Binningen, Basiléia – Suiça

  • Motor: 7.0 litros, 8 cilindros em V
  • Potência:  456cv @ 5000rpm
  • Torque:  69 mkgf @ 3000rpm
  • Câmbio: Manual de 5 marchas
  • Comprimento: 4,34m
  • Largura: 1,78m
  • Altura: 1,02m
  • Peso: 1247kg
  • 0-100km/h: 4.9s
  • Velocidade Máxima: 300km/h

Fonte dados técnicos: Fabricante

Autor: Emerson Martinez

 

 





Luz, Câmera…Aceleração!

17 05 2010

Charger: Nunca foi nomeado ao Oscar...

Com seu visual agressivo e ar soturno, o Charger R/T de 1968 a 1970, brilhou nas telas de cinema durante mais de 4 décadas. Seus proprietários quase sempre são vilões  ou anti-heróis, e salvo algumas participações secundárias, ou mesmo figurativas, o lendário Muscle ruge seu imenso motor, fazendo tremer os cinemas pelo mundo.

Desde o clássico policial Bullit de 1968, e a mitíca perseguição contra um Mustang GT, até o ínicio do século XXI tirando um racha com um Toyota Supra em Velozes e Furiosos, o Charger mantém vivo  para as novas gerações o legado Muscle Car. Não que todos seus “papéis” sejam dignos de lembrança, para os puristas, uma mácula: A série de TV e mais recentemente o filme Dukes of Hazzard (Os Gatões) que destruiu sistematicamente centenas de raros Chargers 69, principalmente naquelas cenas exageradas e ridiculas de salto. Realmente um desperdício de rolos de filme, e pior ainda, de bons modelos Charger.

Há também momentos antológicos como o duelo com o Mustang GT, no filme Bullit onde ambos antigiram reais 195km/h, algo impensável no cinema atual. Em Fuga Alucinada, com Peter Fonda, ele substitui com louvor um Impala 66 como carro de fuga de mecânicos que se tornam ladrões ocasionais. Na refilmagem para a TV de Vanishing Point (Corrida Contra o Destino), dois policiais a bordo de um Charger preto perseguem Kowalski e seu Challenger branco, nessa briga em familia quem ganhou foram os fãs dos modelos Mopar.

Além de velocidade o ‘Dodjão’ americano tem estilo, as câmeras o adoram, por isso o carro é sempre lembrando pelos produtores para participações menos agitadas, mas não menos impactantes como o veículo do vampiro Blade interpretado por Wesley Snipes, ou no filme Christine, sendo o carro de Dennis (John Stockwell) o rapaz que tenta dissuadir seu amigo Arnie Cunningham (Keith Gordon) primeiramente a não comprar, e depois se livrar, de seu possuído Plymouth Fury 1958.

Enfim, a filmografia deste clássico é extensa e sua carreira na telona ainda não acabou, esperamos cada vez mais poder vê-lo em belos filmes com o máximo de velocidade, e se possivel, com o minimo de avarias, os fãs da sétima arte e de V8 como eu, agradecem.

-Emerson Martinez

Bullit (1968)

Fuga Alucinada (1974)

Cannonball! (1976)

Black Heat (1976)

Os Gatões (Série de TV, 1979 - 1985)

Christine (1983)

Duro de Espiar (1996)

Corrida Contra o Destino (Refilmagem TV, 1997)

Blade (Filme, 1998)

Velozes e Furiosos (2001)

Narco (2004)

Os Gatões (Filme, 2005)

Blade (Série de TV, 2006)

Velozes e Furiosos 4 (2009)

SLIDES:

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VIDEOS:





Plymouth Road Runner Hemi 1969

25 02 2010

 

Road Runner Hemi 1969: A Chrysler entendeu que era tempo de economizar...

A Chrysler no final dos anos 1960, não queria ficar atrás da corrida dos cavalos, e não ficou, já bem servida com o imponente porém caro Dodge Charger R/T, resolveu lançar em 1968 seu Muscle Car econômico, o Plymouth Road Runner, mas a econômia naqueles tempos poderia ser em tudo menos em combustível.

Com todo esse tamanho era do segmento intermediário.

Muscle Car econômico, menos no consumo de gasolina claro...

O que a Chrysler poupou no Road Runner foi luxo e menos luxo significa menos peso, menos custo, e mais aceleração. Era o ‘Power to the People’ neste caso não para os grupos socialmente discriminados da época, mas sim para a classe média do subúrbio.

Basicamente o que fizeram foi pegar um Belvedere que era então um modelo intermediário e mais espartano e encaixar três motorizações mais potentes o 383 (6.2 litros, 340cv), 440 (7.2, 380cv), e o Hemi 426 (7.0, 431cv) deram-lhe o nome do personagem de desenhos Road Runner (Papa – Léguas) e para a licença do uso pagaram a Warner Brothers 50 mil doláres.

O Coyote da Warner comendo fumaça no filtro de ar, olhe para o resto do motor e saiba porque...

Bancos em vinil, volante de madeira com aros rebaixados, bons tempos aqueles.

Com os carros lentos de hoje você iria usar mais a buzina ou o acelerador?

Dá pra jogar uma partida de Badmington nesse capô.

Air Grabber: Soprava um pouco de ar para a usina.

O Hemi tinha menor cilindrada mas mais potência que o 440, porém tinha o mesmo torque, só que o 440 entregava sua força com menos rotação e o Road Runner 440 Six Pack que tinha três carburadores duplos, ao invés de um quadrúplo era mais rápido que o Hemi. Em provas atuais de quarto de milha (400m) documentadas pela revista Muscle Car Review , o Road Runner Six Pack conseguiu cumprir a distância em 12 segundos baixos, mas o Road Runner Hemi com seus 13 segundos não é por outro lado um carro lento.

Toyo Tires? Prefiro Red Line.

A divisão Plymouth produziu o Road Runner por 6 anos, em 1971 a carroceria foi totalmente reestilizada tornando-o maior e mais pesado. O modelo desapareceu junto com a grande maioria dos Muscles na crise do petróleo de 1974.

Veredicto: Incrível, nos 60 a classe média e quiçá até a operária nos EUA podiam adquirir um automóvel com mais de 400cv por valores corrigidos a preço de hoje entre 25 mil e 30 mil doláres. Na Europa na mesma época era preciso ser rico praticamente para pilotar um carro da mesma performance, o problema é que passados mais de 40 anos nem mesmo o Road Runner é mais um carro do povo. Hoje é uma relíquia bem valorizada por colecionadores e entusiastas.

Fabricante: Chrysler Group LLC, Auburns Hills, MI – Estados Unidos

Preço em 1969: US$ 3.000

Motor:

  • Cilindrada: 7.0 Litros
  • Torque: 66,3 kgfm a 4500 rpm
  • Potência: 431cv a 5000 rpm
  • Relação peso/potência: 4,0 kg/cv

Dimensões e Peso:

  • Comprimento: 5,15m
  • Largura: 1,94m
  • Peso: 1728kg

Desempenho:

  • 0 a 100km/h: 5,2s
  • 0 a 160km/h: 12,8s
  • 0 a 400m: 13.35s @ 172,7 km/h
  • Velocidade Máxima: 225,2 km/h (Diferencial 4.10:1)

Fonte: Road Test Magazine, March 1969.

Autor: Emerson Martinez