Muscle Wallpapers

2 09 2010
1967 Pontiac Trans Am & 1969 Chevrolet Camaro SS

Deixe a tela do seu PC mais potente!

Vamos começar setembro como pé no acelerador, prova disto são 25 papéis de parede com belos Muscle Cars. Como internauta sei como é dificil achar alguns destes modelos com resolução razoável, então fica aqui nossa contribuição para o repositório de imagens na internet. A maioria das imagens – não todas – são cortesia da revista americana Popular Hot Rodding. Nada de carros hibridos, populares ou monovolumes. Muscle Power 24-7 cuz!

Emerson Martinez

 





Parada do Orgulho Clássico

8 06 2010

Inspeção veicular para antigos. Haverá luz no fim do túnel?

Mais um domingo da Estação da Luz, mais uma reunião mensal de clássicos. A temperatura baixa e o feriadão não diminuíram o público. Um sol tímido dava as caras, onde havia sombra, muito frio e escuridão, o que tornou um pouco díficil a tarefa de tirar fotos. O evento do dia  06/6 coincidiu com a Parada Gay, e não podemos dizer também que dono de carro clássico não pertença a um grupo ‘marginalizado’.

Os típicos bate-papos, sobre mecânica e procura de peças, neste domingo, cederam espaço para a injusta inspeção veicular, que também serão submetidos os automóveis antigos.  Injusta, porque se trata de automóveis que rodam pouco, uma vez por semana, alguns até uma vez por mês. Embora sejam sim mais poluentes na teoria, devido ao seu pouco uso, acabam jogando na atmosfera, menos monóxido de carbono que mordeníssimos carros injetados e catalisados que rodam diariamente, e muitas vezes desnecessariamente. Entupindo nossas vias  com congestionamentos monstro.

Que mané inspeção veicular o quê...Pedala Kassab!!!

Sem falar na proliferação de motos, uma moto pode chegar a poluir até 7X mais que um automóvel, e também rodando impunemente caminhões dentro da cidade, até no centro! A frota de ônibus coletivos é outra vilã, que pela cara tarifa cobrada pelas empresas do setor, poderiam já aportar investimentos em combustiveis alternativos menos poluidores.

Enfim, fica claro o caráter meramente arrecadatório da prefeitura, que reina sobre qualquer iniciativa sincera de melhorar o meio-ambiente e a qualidade de vida do cidadão. E se Gilberto Kassab pensa em se reeleger, pense de novo. No que depender pelo menos de donos de carros clássicos, e a maioria de membros de auto clubes, ele perdeu uma significativa e qualificada quantidade de votos.

Deixando a política de lado e falando de coisa que vale a pena. A Estação reuniu impecáveis classicos esportivos, e se eu tivesse que destacar uma marca, seria a Porsche. A começar por um rarissímo Spyder 718 RS60 1960, um outro modelo mais ‘domesticado’, um 356 1954 conversível e também o onipresente 911, preto ano 1978. Além dos alemães, 2 Minis clássicos, sendo um deles  o Morris GT1275, 1973 e sua frente “modernizada” reestilização que na época não agradou. Vale a curiosidade.

Olha que nesta inspeção, se bobear, vão querer ver até nossos dentes...

Um Corvette C2 1958 com rodas palito de maior diâmetro, outro Corvette já da crise energética de 1974 chamou a atenção do público e foi chamado de “Ferrari” algumas vezes. Um Caprice 1975 Lowrider no melhor estilo chicano me dificultou um pouco a vida para tirar fotos, tamanho era o assédio das pessoas. Além das fotos confira nosso video amador dessa bela barca.

Dos nacionais destaco o raro esportivo Puma GTB, 100% brasileiro em termos de projeto, esse também ganhou outras marcas e versões na boca dos leigos. Encontro de antigos é assim, um pouco de entreterimento e um pouco educativo. Se pode aprender muito sobre carros e até como a votar decentemente., mas não confiem só nas minhas palavras, apareçam lá no mês  que vem para prestigiar.

-Emerson Martinez

AS MÁQUINAS

Porsches Clássicos:

Porsche 718 RS60 Spyder, 1960

Porsche 356 Conversível, 1954

Porsche 911, 1978

 

Alfa Spyder, Bugatti Type 35A, Mini Coopers:

Alfa Romeo Spyder, 1968

Trivia: Este é o mesmo modelo que Dustin Hoffman dirigiu no filme, A Primeira Noite de um Homem.

Mini Morris 1275GT, 1973

O Mini Cooper por sua vez "atuou" no filme, Um Golpe à Italiana, com Michael Caine.

Mini Cooper S, 1968

Bugatti Type 35A, 1925 (Réplica)

 
Os Chevys:
 

Chevrolet Corvette C2, 1958

Polêmicos vincos no capô...

Corvette Stingray, 1974

Camaro Z/28, 198?

Chevrolet Caprice Lowrider, 1975

Belas rodas e pneus Toyo.

Será que tem direção hidraúlica?

Chevy Impala, 1961

Chevy Cup Hot Rod, 1933

Se liga nesses coletores Kassab.

 

Os Nacionais:

Puma GTB, 1978

São 171cv bem famintos...

É o meu modelo de Puma preferido.

Fastback nacional e com muito estilo.

Ford Maverick GT, 1974

E onde estão os Opalas SS?

Dodge Dart DeLuxo, 1973

Ao menos o dono deste Dart acredita no Dunga, haja fé...

Slides:

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Video Chevy Lowrider:





Chevrolet Camaro ZL1 COPO 1969

19 05 2010

ZL1 COPO: Menos faixas, mais potência...

Houve um tempo, nos anos 60, no qual as provas de arrancada nos EUA, contribuíam para a evolução dos automóveis de rua, e como estavámos em plena era Muscle, nada mais apropriado. A NHRA (National Hot Rod Association) tinha então, um alto grau de profissionalismo, tanto que as 3 grandes (GM, Chrysler e Ford) e suas respectivas divisões de performance acompanhavam de perto as competições. Como na  NASCAR daquele tempo era uma guerra de modelos e também de motores.

As provas de 400m eram nacionalmente famosas, bem como seus pilotos. Um deles era Dick Harrell, que queria entrar na Super Stock Drag Racing (uma categoria da competição onde os carros eram mais originais). Mas  para homologar um determinado modelo, era necessário produzir pelo menos 50 unidades para a rua. Preparadoras como Yenko SuperCars, Baldwin-Motion e Berger Chevrolet produziram para a General Motors muitos dos seus mais velozes carros.

Nada externamente revela as intenções deste Camaro.

Tudo era subestimado no GM, do velocímetro de 140 mph (225km/h)...

...até a potência de 436cv...

A pedido de Harrell, a COPO (Central Office Purchase Order) uma firma ligada a GM, desenvolveu o modelo, que ao contrário dos Camaros preparados pelas outras “tunadoras” teria um visual bem low profile. Em termos estéticos o Camaro ficou mais discreto e menos agressivo que os modelos SS ou Z/28. O curioso é que a COPO não era sequer uma preparadora de carros, mas sim especialista em transformação de modelos comuns GM em carros de serviços como viaturas policiais, ambulância, e demais veículos de orgãos públicos estaduais e municipais.

O motor deste Camaro tinha 7.0 litros (427 polegadas cúbicas) porém com o bloco em alumínio, o que poupou muito peso. Assim sendo seu funcionamento e rendimento tornou-se mais eficiente, além claro de tornar o carro mais leve para as arrancadas, havia também duas séries de motores 9560 (430hp) e 9561 (425hp). Oficialmente o motor rendia 436cv (série 9560), mas oficiosamente ia além dos 500, mais precisamente 558cv (550hp), medidos em dinamômetro. A razão para a ‘sonegação’ de potência é a mesma para muitos outros Muscles: driblar as seguradoras, orgãos ambientais, e as vezes até os executivos da própria montadora.

Nada de air bags, só cintos de 2 pontos...

Com pneus slicks como estes traseiros, 400m em apenas 11 segundos...

Para ser dono deste manual você pagava mais que o dobro de um Muscle Car 'normal'

Quando lançado o Camaro ZL1 submeteu-se a testes em revistas especializadas que apontaram um carro muito veloz, e ele foi testado com duas configurações (rua e pista). A revista Super Stock and Drag Racing Magazine chegou a 13.10 segundos no quarto de milha (400m) atingindo 178km/h, ora pode parecer pouco para um carro de mais de 500cv, mas não se levarmos em conta que os pneus eram diagonais e o ‘piloto’ era um motorista da publicação.

Pois bem, com pneus slicks (lisos) e um piloto profissional atrás do volante, o resultado foi avassalador. Dick Harrell cruzou a mesma distância em apenas 11.62 segundos atingindo nada menos que 196,2 km/h. A velocidade máxima foi de 242 km/h embora o velocímetro fosse graduado até 140mph (225km/h) velocímetros modestos para a performance é outra característica dos Muscle Cars.

Mas todo esse desempenho não era gratuito, custava em preços de 1969 US$ 7.300, para se ter uma idéia, um Muscle Car em média custava entre 3 e 4 mil doláres. No total foram produzidos somente 69 destes Camaros, 19 a mais que o minimo necessário. Hoje os modelos sobreviventes são disputados a tapa por colecionadores e com muito mais dinheiro ainda que na época. Existem outros tantos modelos que são réplicas reproduzidas desde um Camaro comum.

O 427 em alumínio, leveza e muita potência.

Dick Harrell e seu Camaro de trabalho: A NHRA era a NASCAR em linha reta...

Que pena, hoje as arrancadas americanas apesar de muito populares, é uma atividade essencialmente para equipes garagistas , e as montadoras não dão a minima para esse tipo de competição, após a crise do petróleo e inúmeras crises econômicas como esta atual, não há dinheiro nem ousadia para isso. Agora  a General Motors tenta se salvar com carros hibridos , enquanto que clássicos como o Camaro COPO ZL1 ganham o status de mito.

O teste há exatos 41 anos...

Ficha Técnica

Fabricante: General Motors Company – Norwood, Ohio – Estados Unidos

Motor

  • Cilindrada: 7.0 litros, 8 cilindros em V
  • Torque: 69,0 kgfm @ 4400rpm
  • Potência: 436cv @ 5200rpm (Dados Fábrica) 558cv (Dinamômetro)
  • Relação peso/potência:  2,40kg/cv* (Considerando 558cv)

Dimensões e Peso

  • Comprimento: 4,72m
  • Largura: 1,88m
  • Entreeixos: 2,74m
  • Peso: 1340kg

Desempenho

  • 0 a 100km/h: 5.3s (pneus diagonais) 4.1s (pneus slick)
  • 0 a 160km/h: 9.8s (pneus slick)
  • 0 a 400m: 13.10s @ 178kmh (diagonais) 11.62s @ 196km/h (slicks)
  • Velocidade Máxima: 242km/h

Fonte Dados Ténicos: Revista Super Stock and Drag Racing Magazine, Maio de 1969, e site www.fastestlaps.com

Autor: Emerson Martinez