Vem aí, o Salão do Automóvel 2010

18 09 2010
2006 Chevolet Camaro Concept

Chevolet Camaro Concept: Estrela do Salão em 2006

Mais um (abarrotado) Salão do Automóvel se aproxima, de 27 de outubro a 7 de novembro, montadoras e expositores de autopeças e acessórios (e belas gatas) se reúnem no Pavilhão de Exposições do Anhembi em São Paulo – SP. Estaremos lá para registrar o maior número possivel de novidades com imagens e videos, tudo em breve aqui no nosso blog.

Salão Internacional do Automóvel de São Paulo

  • Preços – Crianças de 05 a 12 anos: R$ 30,00, adultos: R$ 40,00, menores de 05 anos e maiores de 60 anos entrada grátis.
  • Importante:  A organização do evento não dá descontos de meia entrada para estudantes.
  • Endereço: Av. Olavo Fontoura, número 1209, Bairro de Santana.
  • Opção: Para quem for de transporte público, há ônibus fretados gratuitos na Estação Tietê do Metrô até o Anhembi.
  • Horários: Dia 27/10 das 14h as 22h (entrada até as 21h) 28/10 até 06/11, das 13h as 22h (entrada até as 21h) e dia 07/11 das 11h as 19h (entrada até as 17h). Lembrando que no último dia tem o tradicional buzinaço de todos os carros do salão, na última hora restante do evento. Até lá!
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¡Enhorabuena Campeones!

14 07 2010

¡Juntos tocamos la gloria!

Os pido una pausa en nuestras pautas de coches deportivos y automoción en general para saludar La Roja,  La Selección Española de Fútbol que cada vez más nos enorgullece con su talento y su arte. Soy orgulloso de ser español y ver como el deporte de nuestro país ha evolucionado en los últimos años. Somos primera línea en Baloncesto, Tenis, Ciclismo, Motovelocidad, Formula 1, y ahora finalmente el fútbol.

Nuestros agradecimientos para: Iker Casillas, Pepe Reina, Víctor Valdés, Raúl Albiol, Alvaro Arbeloa, Joan Capdevila, Carlos Marchena, Gerard Piqué , Carles Puyol, Sergio Ramos, Sergio Busquets, Cesc Fábregas, Andrés Iniesta, Javi Martínez, Xavi Hernández, Jesús Navas, Juan Mata, Pedro Rodríguez, Fernando Llorente, Fernando Torres,  David Villa, y el jefe callado Vicente del Bosque.

Gracias a vosotros el 11-J será una fecha histórica e imborrable.

-“El feo de cojones, Joan… ¡¡¡CAPDEVILA!!!”
-“Con el 21, desde Canarias, con su sambita, con su guasa, con su arte, por aquí, por allí, el amago, ahora sí, ahora no, te la meto, cógelo… jajajaja”

Sin más, os dejo con el speaker que és la hóstia. El tremendo Pepe Reina:

-Emerson Martinez





Troca com troco?

9 05 2010

Bugatti Atlantique Type 57SC: 73 milhões de reais, sem opcionais...

Que leilões de antigos reínem carros raros e caros, todos sabem, mas dessa vez chegou-se ao recorde impressionante de US$ 40 milhões, ou 73 milhões de reais. Imagine só você ganhar na Mega Sena e não ter dinheiro para comprar um carro de 64 anos atrás. Mas foi essa a quantia paga pelo museu Mullin Automotive localizado em Oxnard, Califórnia.

O modelo é um Bugatti Atlantique Type 57SC de 1936, esse modelo em particular pertenceu a um médico inglês chamado Harold Carr que havia encostado o carro em seu galpão. Após o seu falecimento, seus familiares desentocaram o raro modelo, que foi completamente restaurado e pintado na sua cor original, um tom suave de azul, (antes o carro tinha cor preta). Recuperado, o clássico bólido foi colocado a leilão.

O carro em 64 anos de vida rodou apenas 23, somando um total de 26,2 mil Km. Seu dono anterior  foi outro britânico de nome Ear Howe, presidente de um clube de automóveis de corrida. Ele comprou o carro em 1955 por US$ 16 mil em valores atualizados. O Atlantique foi leiloado pela casa Gooding & Company com sede também na Califórnia.

O carro é tão caro que o Chiquinho Scarpa pode ser o flanelinha...

O Atlantique chegava quase a 200km/h em plenos anos 30...

Tanto dinheiro pode ser, ao menos em parte, justificado. O Atlantique estava um pouco à frente de seu tempo. Foi projetado por Jean Bugatti, filho de Ettore Bugatti, tem uma potência de 204cv e atinge inacreditáveis 194km/h de máxima, quando na época a média era entre 80 a 100km/h. O esportivo de luxo, contava com apenas 2 lugares, e chamou muita atenção pelo design futurista, tinha excentricidades (frescuras) como uma espécie de “barbatana” dividindo ao meio toda a carroceria, unida com rebites, a mesma solução foi utilizada para unir também os páralamas.

Só restam este e mais 2...

Hoje restam apenas 3 destes modelos, o museu que o comprou se dedica a perservar elementos que identifiquem a cultura francesa, o que abrange também o mundo automobilístico.  Curioso seria imaginar que tipo de veículo poderia-se aceitar em uma troca (troca com troco?) ou quanto cobraria um flanelinha para tomar conta, se o mesmo soubesse o valor desse rubí com rodas. Uma gorjeta tão cara que até o Chiquinho Scarpa poderia ‘ficar de olho’…

-Emerson Martinez





Trio de Ferro

5 04 2010

As 3 grandes no Brasil: Na época da mordaça, muita ousadia.

Um tremendo paradoxo, na época da ditadura tínhamos carros esportivos, grandes, potentes e velozes. Foguetes nas mais diversas cores e tracionados pelo eixo traseiro como deveria ser todo carro. Porém passados mais de 30 anos, democracia restaurada há 25, e o Brasil com um dos maiores mercados do mundo, o que temos?

Carrinhos de plástico, de motores asmáticos, com apenas três cores mortas dispóníves (Prata, Preto, ou Branco). E nada do melhor que foi lançado na Europa, Japão ou nos EUA, mas projetos Frankstein de outros países emergentes, inclusive com menos tradição automobilística que o Brasil. Tratam-se de empresas que em nome da economia e de uma suposta “funcionalidade” e se esqueceram de um item essencial: Paixão por automóvel.

Belo Opala colocando um pouco de cor e vida a um modorrento estacionamento.

Pela pesada quantia de impostos cobrados, e pela gorda margem de lucro das montadoras, podia-se lançar pelo menos 3 modelos de se torcer o pescoço. E por falar em torcer o pescoço, decreto o terceiro culpado: O consumidor, que cede as vontades das montadoras e do ‘mercado’. Desculpem mas brasileiro não é nada apaixonado por automóvel.

Estou pouco me  fu****o para as leis de mercado, meus atuais sonhos de consumo, já nem são mais produzidos; Opala SS, Charger R/T, e Maverick GT são carros de verdade para motoristas idem e bom passeio ao resto (como diria o jornalista Flávio Gomes) “nos seus esquifes prateados”.

-Emerson Martinez





Outra vez, de novo…

16 03 2010

Nascer em uma crise e viver em outra...

Nasci um ano após este anúncio do Plymouth Road Runner, em meio a uma crise mundial (como hoje) e no fim de uma era automobilística. No começo do século XXI presenciamos a extinção de marcas, além da própria Plymouth, outras subdivisões como a Oldsmobile e a Pontiac, devido entre outras causas, a má gestão destas empresas, acomodação e falta de investimento. Além da nova tendência desta indústria que cresce e evolui inversamente em relação ao passado. Ao invés de divisões de uma mesma marca, a fusão entre marcas diferentes.

Hoje como em 1974, vemos o cerco se fechar aos carros mais potentes, alguns sofreram downsizing em suas motorizações, para se tornarem mais eficientes em consumo e emissão de poluentes, ou mesmo a descontinuação de modelos como o Dodge Viper que se despede no final deste ano. A compra da Chrysler pela italiana Fiat tem muito a ver com esse tipo de decisão.

Viper: Morto pelos capos italianos...

A diferença entre a crise do petróleo dos anos 70 e a crise mundial de hoje, no que tange ao mercado de automóveis, é que as montadoras de um modo geral, reconhecem a importancia do segmento de esportivos. Nos Estados Unidos houve a retomada dos poderosos Muscles, com motores mais modernos e econômicos e com a mesma potência de sempre. A única baixa acabou sendo mesmo o Viper, mas longe do extermínio em massa que houve há 36 anos.

Carros esportivos por si não movem a industria de carros, mas ajudam e muito a vender a imagem das montadoras, principalmente no que elas tenham de melhor a oferecer em tecnologia  e engenharia de ponta. Mesmo que alguém seja propietário de um diminuto Nissan Micra, esse mesmo consumidor gosta de saber que a mesma empresa que fabrica seu produto, também faz um Nissan GTR, é esse o tipo de valor intangível que as montadores tem que perservar independente dos humores passados, atuais ou futuros da economia.

-Emerson Martinez.