DMC DeLorean 12 1981 (De Volta Para o Futuro)

1 09 2012

Reconhecimento tardio: quando ficou conhecido mundialmente o DeLorean já estava fora-de-linha.

Idealizado por John DeLorean, que desenvolveu o Pontiac GTO em 1964 o DMC DeLorean 12 surgiu como grande promessa de esportivo inovador tal qual o famoso muscle-car, no entanto, o peculiar automóvel de aço escovado não teve a mesma história bem sucedida para contar. Não foi um sucesso de vendas, nem antecedeu toda uma categoria de veículos.  Quando saiu da General Motors, DeLorean teve a ideia de construir seu próprio automóvel, e buscou locais onde poderia instalar sua pequena planta, cogitou-se iniciar a produção do exótico carro em Porto Rico, mas a Irlanda do Norte, no Reino Unido, lhe concedeu US$ 100 milhões em incentivos e o carro viria a ser produzido então em Belfast em 1979.

Apesar do seu estilo arrojado e um tanto futurista, o carro já nascia com vários problemas técnicos e de acabamento, que iam desde a dificuldade de lavá-lo (aço escovado? Como assim?), até o fechamento das pesadas portas asa-de-gaivota sustentadas cada uma por um parco ‘amortecedorzinho’ que com o tempo de uso afrouxava. O carro internamente era uma pequena estufa, já que o seu motor era traseiro e interno e o motorista enclausurado pelas enormes portas cujas janelas possuíam apenas uma pequena abertura ficava no limiar de chocar um ovo.

Respirar dentro do DeLorean era item opcional.

Se o ar entrava com dificuldade, a água não, sua vedação era a mesma de uma bicicleta em dia de chuva, mas ao menos se esta chegasse após um dia de calor no verão acabaria justamente compensando a falta de ventilação do carro. Para não dizer que o esportivo era só problemas, seu sistema de suspensão era muito bom, constituído por uma suspensão independente e amortecedores telescópicos inspirados nos da Lotus Espirit. O desempenho também era satisfatório para um esportivo com seu nível de potência e para sua época de vacas magras para os fãs da performance.

O DeLorean, embora construído na Europa destinava-se principalmente para o mercado americano, e seus exigentes consumidores não tardariam a reclamar das deficiências do carro (Recall? ahahahaha) as vendas despencaram, e a publicidade ruim estava na ordem do dia, o golpe final foi o escândalo envolvendo seu idealizador, John DeLorean pego em uma câmera escondida fazendo uma transação de drogas. A fábrica DMC em Belfast fechou deixando para trás uma dívida de US$ 37 milhões, e o carro deixou de ser produzido em 1983 após apenas 3 anos e 6500 unidades vendidas.

Nunca é tarde para começar? Mentira!

Fama no cinema: A vitória de Pirro do DeLorean…

Em 1985, quando o grande público nem lembrava mais do pobre DeLorean, eis que surge uma super produção cinematográfica dirigida por Robert Zemeckis, produzida por Steven Spielberg e protagonizada por Michael J Fox chamada ‘De Volta para o Futuro’ , um filme de ficção científica com ares de comédia e ação, cujo o tema era viagem no tempo, e adivinhem qual seria a máquina do tempo? Um malfadado projeto descontinuado de uma pequena fábrica envolvida em falhas técnicas e escândalos criminais, coisa impensável nos dias atuais onde grandes corporações pagam jabás milionários para que seus produtos apareçam nas produções de cinema justamente com o intuito de promover o seu sucesso, a franquia 007 que o diga.

O DeLorean ainda figuraria praticamente como um dos personagens das duas outras continuações do filme e naquela altura todos já se perguntavam; que carro era aquele? Onde estavam vendendo? E qual era a decepção quando os fãs do filme descobriam que aquele incrível carro, que foi do velho oeste aos anos 2010 (Hoje!) já era história em termos mercadológicos, um sucesso tardio e pouco produtivo para salvar a verdadeira imagem do carro…será?

Fluxo capacitor…porque John DeLorean não pensou nisso???

Nunca é tarde pra recomeçar? Verdade!

DMC Texas: O futuro é agora!


Uma empresa chamada DMC Texas, localizada em Humble, Texas (ah vá!) resolveu em 2007 ressucitar o combalido mito do cinema DeLorean 12, porém dando uma completa repaginada no modelo, sanando muitos dos seus defeitos, tais como a substituição do aço escovado por um material menos insalubre para sua limpeza. A empresa monta apenas 20 unidades deste modelo por ano, meta mais realista se levarmos em conta o tipo de carro e o mercado o qual está inserido. Eles também atualizaram o desempenho do esportivo, o antigo modelo possuia um motor Volvo V6 que tinha 150cv para o mercado europeu e 130cv para o americano, o modelo atual possui um outro conjunto mecânico que entrega potências entre 260 a 300cv.

A DMC Texas diz que esta não é uma reconstrução literal, o interior do carro foi todo modificado e modernizado, apenas a estrutra básica e o desenho são os mesmos, eles também oferecem outra coisa que nunca existiu no antigo, opções de cores, tudo ao gosto do cliente já que o carro é produzido sob encomenda. E assim um carro condenado e que rodava apenas nos filmes e na imaginação dos muitos fãs de uma trilogia de cinema finalmente retorna para seu papel mais importante, “de volta para a vida” com o perdão do trocadilho…

Nota: Aqui postaremos duas fichas técnicas de desempenho disponíveis, a do antigo modelo DeLorean comum com especificação europeia e o carro do cinema, que além de estar na norma ambiental americana (isto significa na prática menos potência) é mais pesado devido suas parafernálias tecnológicas usadas no filme, portanto se nota grande diferença de desempenho.

DMC DeLorean 12 1981 (Modelo Comum)

A DMC Motors em Belfast

Motor:

  • 6 cilindros em V, 2.8 litros
  • Potência: 150cv @ 5500rpm
  • Torque: (n/d)
  • Potência especifica: 53,5 cv/litro

Dimensões e Peso:

  • Comprimento: 4,21m
  • Largura: 1,85m
  • Entre-eixos: 2,40m
  • Altura: 1,14m
  • Peso: 1230kg

Desempenho:

  • 0 a 100km/h: 9.6s
  • 0 a 160km/h 23.2
  • 0 a 400m: 16.5s @ 136km/h
  • Velocidade Máxima: 201km/h

DMC DeLorean 12 1981  (De Volta Para o Futuro)

Números de desempenho ‘paquidérmicos’ para o nosso astro

Motor:

  • 6 cilindros em V, 2.8 litros
  • Potência: 130cv @ 5500rpm
  • Torque: 22,1 kgf @ 2750rpm
  • Potência específica: 46,4cv/litro

Dimensões e Peso:

  • Comprimento: 4,21m
  • Largura: 1,85m
  • Entre-eixos: 2,40m
  • Altura: 1,14m
  • Peso: 1551kg

Desempenho:

  • 0 a 100km/h: 14.1s
  • 0 a 160km/h: (n/d)
  • 0 a 400m: 19.4s @ 113km/h
  • Velocidade Máxima: 177km/h

Fabricante: DeLorean Motor Company, West Belfast, Irlanda do Norte – Reino Unido

Fontes dados: Revistas Car & Driver edição especial Supercarros e Quadro Rodas Carros Clássicos, Junho de 1996

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Por Emerson Martínez

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Kia Pro-Cee’d 2008

27 08 2012

Kia Pro-cee-d : O eslovaco mais coreano que você já viu…

Foi-se o tempo no qual os asiáticos (leia-se coreanos e japoneses) exportavam seus carros ao velho mundo, hoje eles têm dezenas de fábricas instaladas em diversos países europeus, principalmente os do leste.  O Kia Pro-cee’d foi inteiramente desenvolvido e produzido por europeus e para europeus, no vasto porém concorrido mercado de hatches, e se por um lado esse “filho de imigrantes coreanos” não é nenhum Golf GTI, por outro, encanta pelo baixo preço e um desempenho competente . A unidade referência no teste é o modelo CRDi 2.0 Emotion, versão Diesel destinada ao mercado espanhol. Confiram os números a seguir:

Motor:

  • 4 cilindros em linha, 2.0 litros
  • Potência: 140 cv @ 3800rpm
  • Torque: 31,1 kgf @ 1800rpm
  • Potência específica: 70 cv/Litro

Dimensões e Peso:

  • Comprimento: 4,25m
  • Largura: 1,79m
  • Altura: 1,45m
  • Entre-eixos: 2,65m
  • Peso: 1440kg

Desempenho:

  • 0 a 100 km/h: 9.18s
  • 0 a 120 km/h: 13.29s
  • 0 a 160km/h: 26.68s
  • 0 a 400m: 16.64s @ 135 km/h
  • 0 a 1000m: 30.79s @ 168 km/h
  • Velocidade Máxima: 205 km/h

Fabricante: Kia Motors Slovakia – Žilina, Eslováquia

Preço em 2008: 20.865 euros (Espanha)

Fonte Dados:  Revista Auto Pista, número 2.536, 19 a 25 de fevereiro de 2008 – http://www.autopista.es

Kia Brisa 1974: O passado da indústria automotiva coreana e muito mais você encontra na nossa fanpage no Facebook!

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Por:  Emerson Martínez





Ford Maverick GT 1974

25 08 2012

Ford Maverick GT: de fracasso a mito.

Em menos de 6 anos o Maverick passou de grande lançamento da Ford para a história, fracasso em vendas, este belo Ford sofreu assim como muitos de seu segmento, a desvalorização e o sucateamento nos anos 80 e 90. Mas logo após elevado a condição de mito, afinal o  carro era bom, mas sofreu por ter sido equipado pelo arcaico motor Willys e também fora lançado aqui tardiamente, já a beira da crise energética de 1973.

Nada disso tira o mérito do Maverick nas pistas brasileiras, nem sua pegada “Muscle”, o Maverick foi o ‘Mustang’ possivel para aquele Brasil fechado, autoritário e de gasolina ruim e cara.  O Maverick GT é de longe o melhor Ford esportivo já lançado no Brasil, seus números de perfomance o colocava entre os melhores dos anos 70, e ainda hoje soam atuais, que o digam Civics LXL, e qualquer versão do Corolla nacional.

Motor:

  • 8 cilindros em V, 5.0 litros
  • Potência: 199 cv@ 4600rpm
  • Torque: 38,5kgf @ 2400rpm
  • Potência específica: 39,8 cv/litro

Dimensões e peso: 

  • Comprimento: 4,58m
  • Largura: 1,79m
  • Entre-eixos: 2,61m
  • Altura: 1,36m
  • Peso: 1390kg

Desempenho: 

  • 0 a 100km/h: 11.2s
  • 0 a 120km/h: 16.1s
  • 0 a 160km/h: 37s
  • 0 a 400m: 17.3s @ 125.9km/h
  • 0a 1000m: 33.9s @ 153.2km/h
  • Velocidade Máxima: 193.7 km/h

Fabricante: Ford do Brasil S/A, São Bernardo do Campo, SP -Brasil

Fonte dados: Revista Auto & Técnica, número 14 – Ano 1996

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Vejo vocês lá!

Por Emerson Martínez





Plymouth Barracuda 1972

23 08 2012

Plymouth Cuda 1972: Fim de festa para a Chrysler.

Ao contrário do Pontiac Tran-Am/Formula que manteve uma performance digna até 1974, os pôneis das divisões Chrysler; Dodge Challenger e Plymouth Barracuda experimentaram uma queda abrupta de desempenho a partir de 1972, com a extinção de todas as opções big-block (383, 440 e Hemi) ficando apenas com o 340 como motor ‘top’ com 245cv, logo depois, a cilindrada cúbica subiria para 360 em 1974. Segue abaixo o teste da Car & Driver americana do Plymouth Barracuda de 1972 o que viria a ser o ínicio do fim para esses fantásticos exemplares da Mopar.

Motor: 

8 cilindros em V, 5.5 litros.
Potência: 245cv @ 4800rpm
Torque: 42kgfm@ 3600rpm
Potência específica 43cv/litro.

Dimensões e Peso:

Comprimento: 4,73m
Largura: 1,90m
Entre-eixos: 2,74m
Peso: 1596kg

Desempenho:

0 a 100km/h: 6.9s
0 a 160km/h: 19.5s
0 a 400m: 15.5s @ 146,7km/h
Velocidade Máxima: 201,1 km/h

Fabricante:

Divisão Chrysler-Plymouth, Detroit – MI, Estados Unidos

Preço em 1972:  US$ 3937.39

Fonte: Livro Car and Driver, American Road Warrior (Classic Muscle Cars)

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Por Emerson Martínez





A Fénix!

22 08 2012

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Pessoal, é com grante satisfação que retomaremos as atividades neste blog, novas matérias, publicação de testes, e muitas novidades como por exemplo nossa fanpage no Facebook, a Word Classic Cars onde há foram postadas mais de 2000 imagens de carros clássicos do mundo inteiro, dividos por álbuns e países em imagens raras e em sua maioria grandes e/ou de alta resolução. Vão de  automóveis de grandes potências automobilístcas a até pequenas nações produtoras, entre nossas raras imagens foram publicadas muita publicidade antiga também. Vale a pena conferir, curta nossa página!

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Pedimos desculpas aos que acompanhavam nosso blog, vamos voltar de forma definitiva após quase 2 anos! É o corre-corre da vida, mas enfim quem curte automóveis esportivos, luxuosos antigos e as grandes marcas mundiais sempre será bem-vindo aqui e encontrará sempre coisas interessantes. Obrigado à todos e nos vemos amanhã!





IKA Renault Torino 380W 1973

6 08 2010

IKA Renault Torino 380W: O melhor esportivo argentino de todos os tempos...

A legenda acima não é um exagero, o Torino 380W produzido pela Joint-Venture IKA- Renault, é mais que um esportivo clássico, é um orgulho nacional argentino. Tornou-se um carro cult ainda em produção, adquirido por alguns líderes mundiais quase venceu as 24 horas de Nurburgring em 1969, foi tri-campeão da TC (Turismo Carretera), enfim ao Torino sobram qualidade e adjetivos. É um automóvel de categoria mundial, produzido sim senhor, na América Latina.

A IKA Renault nasceu em 1955 de uma Joint-Venture em cima de outra Joint-Venture, entre a Renault-Willys e a Kaiser Motors americana, também conhecida posteriormente por American Motors. O Torino argentino é irmão gêmeo, separado “ao nascer”, do AMC Rambler Rogue de 1964. O irmão portenho porém, ganharia traços italianos do estúdio Pininfarina de um projeto que originalmente pertencia ao designer Richard A. Teague.

AMC Rambler Rogue, o irmão 'musculoso' do norte e...

...'su hermano' argentino, IKA Renault Torino com uma pitada italiana e francesa...

Em meados de 1966, o Torino iniciava sua produção na Argentina, e já com o título não reconhecido de esportivo mais veloz da América do Sul. Na versão 380W atingia já os 200km/h, e acelerando até os 100km/h em 10 segundos. Desempenho bem superior aos do Simca Emisul e do JK2150 dois dos nacionais mais velozes desta mesma época. Mas dentro de casa o Torino já tinha rivais à altura; o Ford Falcon e o Chevrolet Chevy 250 (o Nova argentino) ambos também com origem norte-americana, mas com modificações e adaptações do mercado argentino.

A versão 380W tinha um motor de 6 cilindros e 3,8 litros, equipado com três carburadores duplos Weber 45 (dai o codinome 380W),  que rendiam no auge da forma deste esportivo, em 1973,  218cv de potência. Igualando-se ao Dodge GTX que era um pouco maior e mais pesado, e bem mais potente que o Ford Falcon SP que rendia meros 166cv.

Esportivo argentino com um pouco de DNA Muscle Car.

Três famintas Weber 45 duplas alimentam o motor.

Misión Argentina 1969

Até 1969 o Torino não vendia lá essas coisas, mas estamos falando de um tempo de montadoras corajosas, que não temiam colocar seu produto à prova contra a concorrência ou produtos internacionais para mostrar ao público consumidor sua qualidade. Não, não senhor, não foi criada uma categoria monomarca chata tipo “Copa Torino”.

O que a IKA Renault fez foi uma equipe de corridas com 3 Torinos 380W , presidida por ninguém menos que Juan Manuel Fangio, tendo como cordenadores Tibor Teleki e Carlos Lobosco e chefe de equipe em pista Orestes Berta o mesmo desenvolvedor do Maverick Hollywood da Divisão 3 em 1974.

Os três Torinos foram disputar as 24 horas de Nurburgring, disputando curva a curva do complexo circuito com o melhores carros médios produzidos na Europa, ou os potentes Pony Cars americanos V8 de pegada ‘Muscle’ como Mustangs e Camaros por exemplo.

O 380W 1969 de Nurburgring: Autor de uma façanha que parou um país...

O vencedor 'Moral' ficou por um escapamento rompido e a rigidez do regulamento da glória total.

Os Torinos de Nurburgring eram quase Stock, apenas com gaiola interna, e outras modificações, como saliências do capô com a curiosa função de ricochetear detritos e insetos pra bem longe do pára-brisas. Já o painel era o mesmo do carro de rua, com todos os mostradores e o motor um pouco envenenado entregava 250cv.

A prova foi transmitida para toda a Argentina via Rádio e TV, com grandes expectativas, um verdadeiro clima de Copa do Mundo e de grande exaltação nacionalista. Turnos em fábricas e escritórios interrompidos enquanto os bravos Torinos argentinos deixavam americanos e europeus pequenos em seus retrovisores.

Lá pelas tantas, o Torino dos pilotos “Larry”, Eduardo Coppello, Oscar Mauricio Franco liderava a prova com folga na sua categoria, e estavam em quarto no geral, até que um escapamento se soltou. A parada nos boxes para reparar o dano, mais a rigidez do regulamento que puniria o carro em menos 5 voltas pelo dano sofrido, roubaram do Torino a glória máxima, um feito que seria inédito para o esporte à motor da Argentina e do continente.

Até hoje no entanto o IKA Renault Torino detêm o recorde de quantidade voltas dadas em Nurburgring sem nenhuma quebra de motor. Esse carro se encontra hoje no Museu dedicado à Juan Manuel Fangio.

Veja aqui neste video mais detalhes deste fantástico carro:

O Torino ainda seria tri-campeão da categoria TC, a prova de turismo argentino, em 1967, 1970 e 1971. O esportivo também conquistou outras tantas provas em outras categorias, mas será sempre lembrado pelo seu feito na Alemanha.

O Torino “Civil”

A revista argentina Corsa testou o modelo 380W  modelo 1973,  o qual atingiu a máxima de 203km/h com seus quase 220cv. O consumo como é de se esperar, muito alto. O Torino consumia pouco mais de 4km/l de combustível na cidade, e fazia 7 km/l de média. Mas os bolsos dos argentinos daqueles tempos eram mais abonados e prontos para bancar tamanha sede.

Mais abonados ainda eram alguns donos ilustres do Torino tais como: Fidel Castro, Leonid Brezhnev, e Muammar al-Gaddafi. A fama do Torino já não cabia dentro das fronteiras portenhas, porém os brasileiros, sempre isolados do mundo hispânico e muito atentos ao planeta anglo-saxão e europeu ainda hoje desconhecem a história e as qualidades deste carro.

O carrão foi sonho de consumo até do socialista Fidel Castro.

Se você ver um desses na Líbia, com certeza é o do Muammar Gaddafi

218cv (SAE) garantem ao Torino mais de 200km/h de máxima.

Nada de plástico, acabamento robusto digno dos anos 70.

Los Hinchas Boludos

Entre a fase IKA até a compra da mesma pela Renault foram 15 anos de produção. Quando foi descontinuado em 1982, o Torino já estava envelhecido em estilo, mas mesmo nas versões mais mansas ostentava ainda um ótimo desempenho.

Porém nos anos 80 não havia lugar para carros grandes, beberrões e de tração traseira. Se nem os americanos aguentavam mais sustentá-los quem dirá os argentinos ou mesmo os brasileiros, também com seus modelos equivalentes. Assim o Torino saiu das linhas de montagem para a história. 

O Torino hoje é respeitado por quase todos os argentinos, digo quase porque lá, como aqui também, se cultiva a grande imbecilidade de rivalizar clássicos de maneira negativa. Como torcedores organizados de futebol peçonhentos e acéfalos  os “chevrolistas”, “fordistas” e “dodgistas”  rejeitam o carro e ofendem seus proprietários, como se isso de alguma forma ajudasse a perservar os carros preferidos destes.

Para o bem do automobilismo trata-se de uma minoria burra que em nada podem manchar a importância deste e de outros modelos. Eu por minha vez não discrimino nenhum clássico, gosto de todos.

Último Torino em 1982: já envelhecido o único item moderno é o encosto de cabeça vazado.

Videos: Não economizei nos videos, alguns de proprietários de Torino. Um Torino de arrancada com 1000cv de potência, e uma propaganda de TV do modelo TSX. Vaya cochazo hombre!

Fabricante: IKA Renault S.A – Santa Isabel, Província de Córdoba – Argentina.

  • Motor: 3,8 litros, 6 clilindros em linha
  • Potência: 218cv @ 4300rpm
  • Torque: 35mkgf @ 2000rpm
  • Peso: 1385kg
  • Comprimento:  4,73m
  • Largura: 1,80m
  • Altura: 1,41m
  • 0-100 Km/h:  10.30s
  • 0-120 Km/h: 14.50s
  • 0-140 Km/h:  18.53s
  • 0-1000 Metros:  31.20s
  • Velocidade Máxima: 203km/h

Fonte: Corsa Nº 342, Novembro de 1972 e site www.testdelayer.com.ar

Texto: Emerson Martinez





Subaru Impreza WRX STI 22B 1998

19 07 2010

22B: 399 campeões de Rali...

Assim como os anos 60 foram a década de ouro para os Muscle Cars, os anos 90 representaram igual júbilo para os esportivos de grande potência japoneses, os chamados “Rice Rockets” . Entre estes vamos destacar hoje o Subaru Impreza ou melhor ainda a raríssima versão 22B.

O 22B foi apresentado em 1998 para comemorar os 40 anos da montadora Subaru, conjuntamente com o terceiro título consecutivo de Rali pela WRC, isso quando os Subarus Impreza que disputavam os Ralis eram cupês duas portas e não sedãs. O modelo foi denominado 22B, pela cilindrada que era de 2.2 litros, e o ‘B’ de Bilstein, fabricante das suspensões que equipavam este Impreza.

A clássica pintura azul com rodas BBS douradas.

Tri-Campeão Mundial de Rali em 1998

Foi em apenas 48 horas que se esgotaram as 399 unidades do 22B que pouco se diferenciava externamente do WRX  “comum” a diferença mais vísivel são as bitolas dos eixos alargadas, o que lhe deu uma aparência mais “musculosa”. Aliás, não só na aparência como na prática também, O Impreza 22B debitava para quem quisesse conferir, 350cv.

Parte desta potência, ou mais precisamente 70cv, precisava ser ocultada, já que no Japão existia uma lei que restringia a potência máxima de veiculos automotores em 280cv. Potência esta divulgada em praticamente todos os grandes esportivos nipônicos, alguns tinham exatamente esta potência, outros na verdade um pouco mais.

Neste motor: 70cv ocultos...

E haja pinça pra estancar o garoto!

Este Subaru tinha de fábrica o que muito playboy se mata para instalar em suas fabriquinhas de multas, senão vejamos: pneus 235/40 ZR17 Pirelli P Zero, embreagem de cerâmica, já falamos da suspensão Bilstein, rodas BBS douradas, e claro o item mais importante um motor boxer de 4 cilindros que se bobear despacha até BMW M3…

Dos escassos 399 modelos, 25 foram exportados, a maioria para o Reino Unido e tinham a inscrição “Type UK” e destes 25, três receberam a placa ‘000’ (todos os 22B eram numerados) sendo que dois foram presenteados aos pilotos campeões pela Subaru na época; Nicky Grist e o já saudoso super campeão Colin McRae.

Os 2 campeões da Subaru ganharam seus 22B com numeração '000'

Já eu não posso presentear vocês com um 22B, mas fica aqui um wallpaper...

Na minha opinião o 22B é o melhor Impreza já lançado, uma pena que em versão limitada, nos EUA tentaram inclusive reproduzir parte deste “pacote” em outros WRX. Mas não tem jeito, pra ter possuído um só disputando a tapa com um japonês na porta da Subaru em 98, ou sendo campeão mundial de rali.

Videos: Um video em duas partes explica em detalhes o carro, depois um super comparativo com ele, Jeremy Clarkson do Top Gear, e pra fechar uma volta com Colin McRae, o eterno…

O melhor Impreza já feito, fim de papo.

Fabricante: Subaru Automobile – Ōta, Gunma – Japão

  • Motor: 2.2 litros, 4 cilindros contrapostos
  • Potência: 350cv @ 6000rpm
  • Torque: 37 mkgf @ 3200rpm
  • Peso: 1270kg
  • Relação peso/potência: 3,62kg/cv
  • 0-100 km/h: 4.6s
  • 0-160 km/h:  11.5s
  • 0-400m: 13.1s  @ 172km/h
  • 0-1000m:  24.9s
  • Velocidade Máxima: 252 km/h

Fonte: sites www.torquestats.com e www.fastestlaps.com

Autor: Emerson Martinez