A Fénix!

22 08 2012

Visite nossa fanpage de carros clássicos no Facebook!

Pessoal, é com grante satisfação que retomaremos as atividades neste blog, novas matérias, publicação de testes, e muitas novidades como por exemplo nossa fanpage no Facebook, a Word Classic Cars onde há foram postadas mais de 2000 imagens de carros clássicos do mundo inteiro, dividos por álbuns e países em imagens raras e em sua maioria grandes e/ou de alta resolução. Vão de  automóveis de grandes potências automobilístcas a até pequenas nações produtoras, entre nossas raras imagens foram publicadas muita publicidade antiga também. Vale a pena conferir, curta nossa página!

https://www.facebook.com/WorldClassicCars

Pedimos desculpas aos que acompanhavam nosso blog, vamos voltar de forma definitiva após quase 2 anos! É o corre-corre da vida, mas enfim quem curte automóveis esportivos, luxuosos antigos e as grandes marcas mundiais sempre será bem-vindo aqui e encontrará sempre coisas interessantes. Obrigado à todos e nos vemos amanhã!





Esportivos Nacionais (Parte I)

8 09 2010
1964 Willys Interlagos

Retratos de um país que gostava de acelerar.

Postamos mais uma série de papéis de parede, agora de esportivos nacionais. Modelos que foram adaptações ou recriações de veículos estrangeiros, ou mesmo tentativas heróicas de desenvolver esportivos quase 100% brasileiros (caso de Puma, Miura, Bianco e etc). Retratos de um tempo que não volta mais, de um mercado que embora pequeno era pulsante em cores, modelos, motores e desempenho. 

Quando a fonte de alimentos destes dinossauros escasseou em 1973 (crise do petróleo) tornaram-se praticamente extintos, dando lugar a animais menores e menos famintos.  Hoje o Brasil é um mercado anual de 3,5 milhões de automóveis com apenas 2 esportivos e nenhum deles ultrapassa os 200cv. O que a antiga Chrysler nacional chamaria de “brincadeira”.

(Em breve a parte II)

Emerson Martinez

 





Renovação da Frota, Mais um Engodo…

14 08 2010
A linha VW de outros tempos e a chatice prateada de hoje em dia…

Como se não bastasse a obrigatoriedade da inspeção veicular, outro fantasma ronda os proprietários de carros antigos; a renovação da frota como medida “ambiental”  e de “segurança viária.” Como se o uso mais inteligente e racional do automóvel, a manutenção independente do tempo de uso, e a educação para o trânsito não fossem tópicos inerentes e até mais importantes para a compreensão destes problemas. A idéia é simplesmente transformar factóides em legislação com medidas superficiais e verticalizadas e ainda com o viés arrecadatório como pano de fundo.

Administratores, “especialistas” do sistema viário, urbanistas, ‘ecochatos’ e ‘burrocratas’ em geral que apoiam essa medida, não sabem (ou fingem não saber) sobre os inúmeros impactos ambientais que envolvem a fabricação de um único automóvel atualmente. Fomentar a compra de um automóvel zero Km, com o sucateamento de outro usado ou antigo, muitas vezes ainda em condições de reparo e uso, é uma medida tão estéril para desafogar o trânsito e melhorar a qualidade do ar, quanto a construção de pontes e viadutos ao invés de se investir no transporte de massa. Ou a adoção deste “meio-rodizio” cuja brecha dos horários de implantação, não remove os carros das ruas, pois os mesmos ficam guardados em estacionamentos, enquanto seus donos aguardam a expiração do horário fazendo um happy hour em bares pela cidade. (Lei Seca? Hã?)

Uma moto pode poluir até 7X mais que um automóvel moderno.

Carros antigos, bem ou mal conservados, são minoria na frota, além disso, rodam menos, e portanto ao longo de um mês podem contaminar menos o ar do que um carro moderno, catalisado e injetado que roda todo dia. Carros  de frota, táxis, de profissionais liberais, e do funcionalismo público que geralmente são mais novos e rodam muito, poluem mais que os Mavericks do Clube do Ford V8.  Será que além da injusta inspeção imposta para veículos antigos, haverá num futuro próximo alguma taxação ou imposição legal para que seus donos se desfaçam de seu patrimônio?

Sem falar no mal uso em geral que a população faz do automóvel. Pessoas que retiram o carro da garagem para rodar 500 metros. Que não oferecem carona a um parente próximo ou vizinho para colaborar com a fluidez do tráfego. Que burlam o rodízio saindo mais cedo e voltando mais tarde para casa, ou que simplesmente compra dois ou até mesmo três carros novos ou seminovos.

E as motos? Cada vez mais numerosas e muito poluentes, se multiplicaram devido a uma linha de crédito generosa, aliada a um baixo preço, consumo de combustível e manutenção idem. No entanto poluem tanto quanto um charmoso DKW “papa-óleo”, deixando muitas tosses e algum nivel de surdez por onde passam.

Cara, Cadê Meu Esportivo?

Desfeito o argumento “ambiental”, vamos ao mercadológico. A falta de opções e variedades do parque industrial brasileiro, está “maquiado” em parte, pelas importações sem taxas do México e dos produtos argentinos via Mercosul. Mas se observarmos apenas domesticamente, chegaremos a conclusão que o salto da industria automobilística nacional foi mais quantitativo que qualitativo.

Itens de série que são oferecidos como opcionais, pouca variedade de cores, e a morte de segmentos, como o de carros esportivos, podem animar um dono de antigo a trocar de carro? Carros atuais cada vez menos completos e caros, adquiridos pela fugaz sensação de possuir um zero? Em detrimento de um carro confortável, potente e completo cuja configuração e conceito sequer é mais oferecida por um equivalente atual? Acho que não cumpadi…

Ontem e Hoje: Cada vez menos opção e emoção na hora de comprar um carro...

Para os que não abrem mão do prazer de dirigir um automóvel possante e completo em acessórios. Que não ligam para consumo porque pode bancá-lo, ou simplesmente porque não usará o carro todos os dias, para todos os lugares como se fosse uma cadeira de rodas, fica dificil de entender o porque da necessidade desta “renovação”. Impostos embutidos no preço do carro, IPVA, impostos nos combustíveis, taxas para licenciamento veicular, e agora querem dizer quando nós devemos trocar nosso prezado veículo clássico que tinindo mal passa pela injuriosa inspeção por exemplo…

E para nos oferecer o quê? Quase não há mais Station Wagons nacionais, apenas uma picape de grande porte nacional, a Ford F250, e pra finalizar apenas dois esportivos, o Honda Civic Si e o Fiat Punto T-Jet, (contra meia-dúzia que tínhamos nos anos 70, somente ficando nos de grande porte). Se você é o feliz proprietário de  uma perua, picape grande ou um esportivo relativamente antigo, não encontrará quase nada novo na industria nacional para substituir seu carro, se é que quer ou deve fazê-lo…

-Fato, para adquirir um carro  zero km com alguma qualidade e com preço quase de nacional, você terá que recorrer aos importados isentos de taxa, mexicanos e argentinos. O que derruba outro argumento favorável à renovação da frota – A geração de empregos aqui.

Ficam as questões: a renovação da frota resolverá os problemas de poluição, trânsito, segurança viária e nos dará produtos melhores através da concorrência franca fomentada pelo consumo? NÃO.

A renovação da frota, por outro lado favorecerá apenas o Estado e seu insaciável apetite arrecadatório?  Uma industria automobilística cada vez mais acomodada, seria beneficiada por nos empurrar guela abaixo seus produtos defasados, via medida compulsória? Bom, você consumidor que dê sua resposta…

Emerson Martinez





Luz sem Brilho

3 08 2010

Pouca luz e muita sombra no último domingo...

O primeiro dia de agosto calhou também de ser o primeiro domingo do mês, mas o Encontro de Antigos da Luz não foi de primeira. Poucos carros, um sol bem morno e muita sombra, tiramos poucas fotos que é um bom termômetro do movimento da feira. No interior da praça, que costuma abrigar o excedente de carros que chegam mais tarde, havia poucos carros, um pouco menos ainda e não haveria necessidade de sequer utilizá-la.

Já que em quantidade e variedade de carros o domingo estava ruim, resolvi então destacar um pouco do comércio no entorno da feira. Quem um dia resolver passear pelo evento, talvez possa adquirir alguns souvenirs que lá são vendidos. Posteriormente falaremos também de autopeças e revistas automobilísticas e manuais antigos.

SPLASH ADESIVOS

Splash Adesivos: Estampas, Banners e DVDs

No quiosque da Splash Adesivos, você pode fazer estampas de camiseta com uma grande variedade de desenhos e imagens relacionados ao mundo do automóvel. Ou você pode trazer uma outra imagem ao seu gosto  em arquivo USB. Adquirindo a camiseta na barraca mais a estampa o preço é de 25 reais, ou 12 reais se já tiver a camiseta.

Eu mesmo já fiz duas estampas com eles e o resultado é muito bom, desde que se siga alguns cuidados na hora da lavagem. A Splash também comercializa DVDs de provas de arrancada e eventos de carros clássicos, faz banners e adesivos para automóveis.

Belas estampas com grande variedade gráfica e com boa qualidade.

Eles também vendem DVDs, banners e adesivos.

Telefone Móvel: (011) 8536-1995, email: sac@splashadesivos.com.br

CDKolection

CDKolection: Miniaturas, vitrines e dioramas de ferroramas.

Meu amigo Daniel, o simpático argentino do quiosque CDKolection oferece muitas miniaturas principalmente das marcas Hotwheels, Matchbox, táxis da coleção Altaya de coleções já fora de catálogo e também a exclusiva coleção ‘Carros Brasileiros’ em edição limitada lançada pelo jornal Extra do Rio de Janeiro.

Daniel também faz vitrines para miniaturas em várias medidas, com bom acabamento em madeira, quem é colecionador como eu sabe da importância deste acessório para a conservação das peças que podem sofrer danos com o tempo devido a poeira, e as mãos curiosas e descuidadas de outras pessoas. Para finalizar eles também vendem dioramas antigos e importados para ferrorama.

Pela grande variedade das miniaturas e principalmente pela procedência de coleções já raras esse quiosque é o mais completo do evento, segue telefone e email de contato, lembrando que o Daniel só comercializa seus produtos na feira mensal.

A CDKolection vende a cobiçada coleção de miniaturas 'Carros Brasileiros' do jornal Extra.

 
 

Muitas miniaturas Hotwheels e Matchbox...

...e a rara coleção de táxis da Altaya.

Dioramas antigos e importados para ferrorama.

Contato: Telefone (011) 4368-0068, email cdanielkruger@yahoo.com.br

 

MIROX DESIGN

Enfim uma miniatura que se pode dirigir...

Este vale a curiosidade, a Oficina Mecânica Mirox Design produz carrocerias de um pequeno HotRod em fibra de vidro. Este das fotos possui motor de cortador de grama de 5cv de potência, mas segundo eles o pequeno carrinho suporta até motor de motocicleta. A Mirox porém não monta o pequeno Hot, cabendo a quem compra a carroceria completar o serviço.

Para as crianças bem comportadas durante o ano fica a esperança de pilotar um Hot Rod que atinge 40km/h com câmbio de 5 marchas e embreagem centrifuga.

Sim, um cortador de grama pode virar um Hot Rod...

Só pra aumentar a marra: o brinquedinho tem 5 marchas...

Haja nota boa na escola pra merecer um presente desse...

Contato: Telefone (011) 5044-6482, Blog www.miroxdesign.blogspot.com

Mas e ai?  Teve Encontro?

Opa! Claro que sim…mas muitos clássicos repetidos, desta vez lhes trago menos fotos esperando melhor sorte mês que vem. Não esqueçam todo primeiro domingo do mês a partir das 9h30 da manhã, isso se você quiser dar calote na F1…

 

FULL-SIZES

Chevrolet Caprice 1986 Lowrider

 
 

Chevrolet Cupê 1952 Rat Rod

Cadillac Eldorado 1959 Cupê

Cadillac Eldorado 1970 Conversível

 

PONY CARS

Chevrolet Malibu 1967 Sedã

Ford Mustang 1965

Ford Mustang Mach 1 1971

Ford Mustang 1965 Conversível

 

NACIONAIS

Chevrolet Caravan 4.1 250-S 1978

Dodge Dart DeLuxo 1971

Dodge Magnum 1979

Maverick Super Luxo 1974

Mais Evento de clássicos na Luz mês que vem. Até lá pessoal!

Texto e fotos: Emerson Martinez





O Vigilante Rodoviário

27 07 2010

Carlos e Lobo: Primeiros heróis nacionais da TV

Quando a televisão brasileira tinha um pouco mais de uma década de existência, eram exibidas séries de super-heróis que hoje são ícones clássicos tais como Roy Rogers ou o nipônico National Kid. Porém nenhum destes um herói brasileiro, até que para preencher esta lacuna o cineasta Ary Fernandes idealiza, produz e dirige a série Vigilante Rodoviário, fruto de sua admiração pela Policia Rodoviária Federal.

Veículada semanalmente nas noites de quarta-feira  pela TV Tupi depois do Repórter Esso, a série estreiou em Janeiro de 1962 com duração de 22 minutos descontados os “reclames”, e realizada pela produtora Procitel que ainda hoje detêm os direitos autorais do seriado. No total foram produzidos 38 episódios com os mesmos personagens: O tenente Carlos (Carlos Miranda) o cão policial Lobo (nome real King) e o garoto Tuca (Reginaldo Vieira) houve também participações de atores até hoje conhecidos como o veterano Milton Gonçalves.

Carlos Miranda e Lobo (King) em um momento de descontração na pausa das filmagens.

Vigilante Carlos e o garoto Tuca (Reginaldo Vieira)

O Vigilante Rodoviário foi um grande marco para a cinematografia brasileira, já que foi o primeira série de TV da América Latina e a quarta em todo mundo filmada em película e com cenas externas. Todos os episódios tinham o mesmo roteiro básico “mocinho contra bandido” com lições de retidão e heroísmo ao final de cada história, estilo tipico das séries estrangeiras daquela época.

Pode-se dizer que O Vigilante Rodoviário era uma série policial, no entanto não havia cenas fortes de violência, apenas luta corporal entre o Vigilante Carlos e os vilões, ou ataques de Lobo que ao seu modo também lutava contra o banditismo. Assim sendo a série tinha um conteúdo perfeitamente adequado ao público infanto-juvenil.

A primeira série da América Latina e a quarta do mundo filmada em película.

Uma das viaturas da série: um Simca Chambord 1959

O seriado foi exibido durante todo o ano de 1962, e reexibido em 1967 ainda pela TV Tupi, e depois nos anos 70 já pela Rede Globo. Nos moldes atuais de veiculação de séries podemos dizer que o Vigilante Rodoviário teve apenas uma temporada. Apesar do sucesso de público, dos inúmeros prêmios e do patrocínio de empresas como a Nestlé, a produção teve problemas financeiros para seguir adiante. O próprio Carlos Miranda em entrevista, poucos anos depois do término de Vigilante Rodoviário, disse que ganhava o suficiente apenas para pagar as contas e que nunca ficou rico apesar da fama.

O Vigilante Rodoviário de 1978

Ary Fernandes anos depois tentou reviver o legado do Vigilante Rodoviário. Em 1978 com o apoio da hoje extinta Embrafilme, rodou um longa que serviria de piloto para a nova série, 16 anos depois e com elenco totalmente renovado. Para o papel do Vigilante Carlos foi escolhido o ator Antônio Fonzar, conhecido na época por papéis de ‘galã’.

Esta produção teve grande colaboração da Polícia Militar, no papel de Lobo por exemplo, foram designados três pastores alemães treinados da PM, os cães; Lobo, Dom e Elke. O comando da PM também forneceu apoio logistico e treino de abordagem e combate para o ator principal.

O Vigilante de 1978: Antônio Fonzar no Papel de Carlos e um Pastor da PM 'interpretando' Lobo.

Para esta nova produção o Vigilante Carlos ganhou também uma nova viatura, um Dodge Dart sedã, muito embora os veículos das Polícias Rodoviárias Estaduais e Federal  da época fossem na verdade Fuscas e Caravans. Segundo Vania da Procitel o Dart viatura foi posteriormente dado por Ary Fernandes a um amigo dentista, mas o carro não existe mais há anos. A locação do filme se deu na cidade de Atibaia que fica a 60km de São Paulo.

A intenção de Ary Fernandes, era a de trazer mais qualidade em termos de argumento para o cinema nacional daqueles tempos dominados pelo gênero pornô-chanchada. O produtor teve aprovação prévia dos orgãos censores da ditadura brasileira, como de praxe, para poder realizar este filme. Infelizmente porém, o então novo Vigilante não saiu do filme inicial, devido a problemas enfrentados pela Embrafilme. A cópia original deste filme nunca foi exibida para o grande público e hoje se encontra guardada no acervo da Cinemateca do Estado de São Paulo.

Infelizmente o "novo" Vigilante não saiu do piloto nunca exibido.

Sobre o Simca Chambord

O Vigilante Rodoviário utilizou algumas viaturas, na série dos anos 60 foram três: Um Ford 1949 (usado em apenas 3 episódios), uma moto Harley-Davidson 1952 (que aparece na maioria das histórias), e a mais famosa, um Simca Chambord 1959. Assim como o Dart do filme de 1978, o Simca Chambord da série de TV não era o verdadeiro carro de trabalho da Polícia Rodoviária.

O Simca Chambord é de origem francesa, mas que também passou a ser fabricado no Brasil, o Chambord 1959 foi o primeiro carro nacional de grande porte, a sua escolha para a série talvez tenha sido para dar a produção um ar “americanizado” embora sua origem seja europeia o Chambord tinha os famosos rabos-de-peixe, recurso de estilo tipico dos carrões americanos.

O Simca do Vigilante Carlos.

Chambord: São apenas 85cv (SAE) para empurrar quase 5m de carroceria.

Embora belo, o Chambord não tinha um desempenho que o qualificasse para a policia rodoviária. Seu motor V8 europeu de 2.4 litros rendia apenas 85cv (norma SAE) pouco para locomover seus 4,80 metros de comprimento e 1300kg. De fato sua máxima não ultrapassava os 130km/h. Para a sorte do Vigilante Carlos, nenhum dos bandidos que enfrentou possuía um Chevrolet Impala com motor V8 small-block. Carro importado que era figura fácil nas grandes cidades brasileiras da época, e mais do que suficiente para deixar a viatura do nosso herói para trás.

No entanto, anos depois, o Chambord ganhou potência, 110cv na versão Tufão em 1964 e 140cv na versão Emisul lançada em 1967. Se a série tivesse sobrevivido até então, o Vigilante Carlos estaria mais bem aparelhado. Foram usados no total 5 Simcas Chambord, 2 com pintura de viatura, e outros 3 como carros de apoio e carros dos bandidos, apoós a série os cinco veículos foram devolvidos a fábrica pois o contrato era de ‘comodato’. Não há noticias posteriores da sobrevivência, restauração e conservação destes carros. O Simca que Carlos Miranda possuí é uma réplica do original.

Carlos Miranda e o seu Chambord réplica da viatura original.

Carlos Miranda após o seriado se apaixonou pelo ofício de Policial Rodoviário, tanto que se tornou um e trabalhou na corporação até sua aposentadoria. O ex-ator e ex-policial Carlos Miranda comparece em encontros de carros antigos Brasil afora trazendo muitas recordações para as antigas gerações e fascínio para as novas, acompanhado de um pastor alemão, provavelmente de nome Lobo.

O Vigilante Hoje

Para os saudosos desta clássica série, uma boa notícia, o canal de TV a cabo, Canal Brasil está reprisando 35 dos 38 episódios produzidos (2 episódios estão parcialmente destruídos, 1 totalmente), os horários de exibição são: às segundas às 20:30h, com reapresentação terças às 15:30hs e domingos às 11:00hs. Consta ainda que o Canal Brasil finalmente exibirá o longa metragem de 1978, quem ainda tiver Videocassete e fitas VHS, ou DVD Recorder convém gravar.

As aventuras do Vigilante Carlos podem ser vistas hoje no Canal Brasil

Lista de Episódios:

-A história do Lobo
-Os cinco valentes
-O recruta
-Bola de meia
-O ventríloquo
-Extorsão
-Jogo decisivo
-Pânico no ringue
-Zuni, o potrinho
-A orquídea glacial
-Remédios falsificados
-Os romeiros
-A repórter
-Diamante Gran Mongol
-O fugitivo
-Aventura em Ouro Preto
-Chantagem
-O homem do realejo
-A eleição
-A pedreira
-O pagador
-O sósia
-Aventuras do Tuca
-O invento
-Terras de ninguém
-O rapto do Juca
-Aventura em Vila Velha
-Pombo-correio
-Ladrões de automóveis
-O suspeito
-O garimpo
-A fórmula de gás
-Café marcado
-O assalto
-O mágico
-Mapa histórico
-O mordomo
-Mistério do Embu

Prêmios:  Troféu Roquete Pinto, Sete Dias na TV e Troféu Imprensa.

Videos: A abertura da série e entrevista com o produtor Ary Fernandes e uma rápida entrevista com Carlos Miranda.

Fonte: www.vigilanterodoviario.com confira a programação da série e do longa do Vigilante Rodoviário de 78 no Canal Brasil: www.canalbrasil.globo.com

Agradecimentos: Nossos sinceros agradecimentos à Vania da produtora Procitel que há colaborado com valiosas colaborações e correções.

Texto: Emerson Martinez.





Parada do Orgulho Clássico

8 06 2010

Inspeção veicular para antigos. Haverá luz no fim do túnel?

Mais um domingo da Estação da Luz, mais uma reunião mensal de clássicos. A temperatura baixa e o feriadão não diminuíram o público. Um sol tímido dava as caras, onde havia sombra, muito frio e escuridão, o que tornou um pouco díficil a tarefa de tirar fotos. O evento do dia  06/6 coincidiu com a Parada Gay, e não podemos dizer também que dono de carro clássico não pertença a um grupo ‘marginalizado’.

Os típicos bate-papos, sobre mecânica e procura de peças, neste domingo, cederam espaço para a injusta inspeção veicular, que também serão submetidos os automóveis antigos.  Injusta, porque se trata de automóveis que rodam pouco, uma vez por semana, alguns até uma vez por mês. Embora sejam sim mais poluentes na teoria, devido ao seu pouco uso, acabam jogando na atmosfera, menos monóxido de carbono que mordeníssimos carros injetados e catalisados que rodam diariamente, e muitas vezes desnecessariamente. Entupindo nossas vias  com congestionamentos monstro.

Que mané inspeção veicular o quê...Pedala Kassab!!!

Sem falar na proliferação de motos, uma moto pode chegar a poluir até 7X mais que um automóvel, e também rodando impunemente caminhões dentro da cidade, até no centro! A frota de ônibus coletivos é outra vilã, que pela cara tarifa cobrada pelas empresas do setor, poderiam já aportar investimentos em combustiveis alternativos menos poluidores.

Enfim, fica claro o caráter meramente arrecadatório da prefeitura, que reina sobre qualquer iniciativa sincera de melhorar o meio-ambiente e a qualidade de vida do cidadão. E se Gilberto Kassab pensa em se reeleger, pense de novo. No que depender pelo menos de donos de carros clássicos, e a maioria de membros de auto clubes, ele perdeu uma significativa e qualificada quantidade de votos.

Deixando a política de lado e falando de coisa que vale a pena. A Estação reuniu impecáveis classicos esportivos, e se eu tivesse que destacar uma marca, seria a Porsche. A começar por um rarissímo Spyder 718 RS60 1960, um outro modelo mais ‘domesticado’, um 356 1954 conversível e também o onipresente 911, preto ano 1978. Além dos alemães, 2 Minis clássicos, sendo um deles  o Morris GT1275, 1973 e sua frente “modernizada” reestilização que na época não agradou. Vale a curiosidade.

Olha que nesta inspeção, se bobear, vão querer ver até nossos dentes...

Um Corvette C2 1958 com rodas palito de maior diâmetro, outro Corvette já da crise energética de 1974 chamou a atenção do público e foi chamado de “Ferrari” algumas vezes. Um Caprice 1975 Lowrider no melhor estilo chicano me dificultou um pouco a vida para tirar fotos, tamanho era o assédio das pessoas. Além das fotos confira nosso video amador dessa bela barca.

Dos nacionais destaco o raro esportivo Puma GTB, 100% brasileiro em termos de projeto, esse também ganhou outras marcas e versões na boca dos leigos. Encontro de antigos é assim, um pouco de entreterimento e um pouco educativo. Se pode aprender muito sobre carros e até como a votar decentemente., mas não confiem só nas minhas palavras, apareçam lá no mês  que vem para prestigiar.

-Emerson Martinez

AS MÁQUINAS

Porsches Clássicos:

Porsche 718 RS60 Spyder, 1960

Porsche 356 Conversível, 1954

Porsche 911, 1978

 

Alfa Spyder, Bugatti Type 35A, Mini Coopers:

Alfa Romeo Spyder, 1968

Trivia: Este é o mesmo modelo que Dustin Hoffman dirigiu no filme, A Primeira Noite de um Homem.

Mini Morris 1275GT, 1973

O Mini Cooper por sua vez "atuou" no filme, Um Golpe à Italiana, com Michael Caine.

Mini Cooper S, 1968

Bugatti Type 35A, 1925 (Réplica)

 
Os Chevys:
 

Chevrolet Corvette C2, 1958

Polêmicos vincos no capô...

Corvette Stingray, 1974

Camaro Z/28, 198?

Chevrolet Caprice Lowrider, 1975

Belas rodas e pneus Toyo.

Será que tem direção hidraúlica?

Chevy Impala, 1961

Chevy Cup Hot Rod, 1933

Se liga nesses coletores Kassab.

 

Os Nacionais:

Puma GTB, 1978

São 171cv bem famintos...

É o meu modelo de Puma preferido.

Fastback nacional e com muito estilo.

Ford Maverick GT, 1974

E onde estão os Opalas SS?

Dodge Dart DeLuxo, 1973

Ao menos o dono deste Dart acredita no Dunga, haja fé...

Slides:

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Video Chevy Lowrider:





Dodge 1800 SE 1975

26 04 2010

Dodginho SE 1800: Receita de esportivo barato.

No Brasil dos anos 70, além de esportivos médio-grandes de grande potência tínhamos também um segmento mais ‘light‘ digamos assim. Os esportivos médio-pequenos representavam um importante nicho de carros com um acabamento e aparência mais agressivos, para atrair o público mais jovem. Porém essa esportividade não foi muito representada em termos de performance.

A Chrysler brasileira que já tinha seu esportivo de grande desempenho, resolveu entrar nesse mercado, que em 1975 já contava com o Corcel GT da Ford e a Volkswagen que já havia lançado o Fusca 1600S (o Bizorrão), preparava o lançamento do Passat TS. O Dodge 1800 que era muito semelhante ao pequeno Hilmann Avenger inglês, fôra lançado dois anos antes, em 73, em uma tentativa da Chrysler de lançar um produto mais econômico em plena crise do petróleo.

O Dodge 1800 era o mais veloz de sua categoria.

A Chrysler resolveu seguir a velha receita de esportivo simplificado, o acabamento do Dodginho era bem simples, parachoques na cor preta ao invés de cromados, rodas pintadas na cor do carro, e bancos e demais itens revestidos em vinil.

O que chama a atenção era a diferença de desempenho entre o pequeno Chrysler e seus concorrentes. Ele tinha mais potência e cilindrada, enquanto que a maioria dos rivais utilizavam motores de 1.3 a 1.5 litros e tração dianteira, o “Moparzinho” tinha motor 1.8 e tração traseira. Não por acaso o Dodge 1800 ganhava muitas corridas em competições pelo Brasil, seguido de perto pelo então moderno Passat.

A proposta do Dodginho SE era a mesma que a montadora tinha para o Dart SE, porém todos os modelos lançados no Brasil, de carros com acabamento simplificado no intuíto de reduzir custos, não obtiveram sucesso comercial. No caso do Dodginho fracasso ainda mais acentuado por inúmeros problemas de projeto que o modelo apresentava, e que só foram corrigidos nos Dodginhos de segunda geração em 1978, quando o modelo passou a se chamar Polara.

Um raro modelo sobrevivente no encontro de Águas de Lindóia.

O mercado brasileiro da época rejeitava versões muito simplificadas.

Ruim de vendas ele se vingava nas pistas...

O irmão maior e igualmente raro, Dart SE.

 Hoje o Dodge 1800 SE é um modelo raríssimo, até mesmo as versões mas comuns já são bem dificeís de se achar por aí. Lamenta-se os problemas técnicos que o carro possuía, o desempenho tímido se comparado por exemplo, com seu irmão equivante inglês, o Hilmann Tiger, e as idiossincrasias (pra não dizer frescura mesmo) do consumidor da época. O Dodginho encontrou mais carinho do público na vizinha Argentina, mas apesar de obscuro aqui, já é um clássico e versões especiais como essa são extremamente valorizadas.

O primo rico inglês: Hilmann Tiger, o Avenger esportivo com desempenho superior ao Dodginho brasileiro.

Interior do SE: Acabamento pra lá de Franciscano.

Assista abaixo o vídeo promocional da Chrysler, por ocasião do lançamento do Dodginho em 1973.

Ficha Técnica

Fabricante:  Chrysler do Brasil – São Bernardo do Campo, SP – Brasil

Motor

  • Cilindrada: 1.8 litros
  • Torque: 14,5 kgfm @ 3000rpm
  • Potência: 83cv @ 4600 rpm
  • Relação peso/potência: 11,20 kg/cv

Dimensões e Peso

  • Comprimento: 4,12m
  • Largura: 1,59m
  • Entre-eixos: 2,49m
  • Peso: 930kg

Desempenho

  • o a 100 km/h: 14.05s
  • 0 a 1000m: 35.02s
  • Velocidade Máxima: 160 km/h

Fonte: Revista Quatro Rodas, Número 166, 1975

Autor: Emerson Martinez