Ford Maverick GT 1974

25 08 2012

Ford Maverick GT: de fracasso a mito.

Em menos de 6 anos o Maverick passou de grande lançamento da Ford para a história, fracasso em vendas, este belo Ford sofreu assim como muitos de seu segmento, a desvalorização e o sucateamento nos anos 80 e 90. Mas logo após elevado a condição de mito, afinal o  carro era bom, mas sofreu por ter sido equipado pelo arcaico motor Willys e também fora lançado aqui tardiamente, já a beira da crise energética de 1973.

Nada disso tira o mérito do Maverick nas pistas brasileiras, nem sua pegada “Muscle”, o Maverick foi o ‘Mustang’ possivel para aquele Brasil fechado, autoritário e de gasolina ruim e cara.  O Maverick GT é de longe o melhor Ford esportivo já lançado no Brasil, seus números de perfomance o colocava entre os melhores dos anos 70, e ainda hoje soam atuais, que o digam Civics LXL, e qualquer versão do Corolla nacional.

Motor:

  • 8 cilindros em V, 5.0 litros
  • Potência: 199 cv@ 4600rpm
  • Torque: 38,5kgf @ 2400rpm
  • Potência específica: 39,8 cv/litro

Dimensões e peso: 

  • Comprimento: 4,58m
  • Largura: 1,79m
  • Entre-eixos: 2,61m
  • Altura: 1,36m
  • Peso: 1390kg

Desempenho: 

  • 0 a 100km/h: 11.2s
  • 0 a 120km/h: 16.1s
  • 0 a 160km/h: 37s
  • 0 a 400m: 17.3s @ 125.9km/h
  • 0a 1000m: 33.9s @ 153.2km/h
  • Velocidade Máxima: 193.7 km/h

Fabricante: Ford do Brasil S/A, São Bernardo do Campo, SP -Brasil

Fonte dados: Revista Auto & Técnica, número 14 – Ano 1996

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Vejo vocês lá!

Por Emerson Martínez

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Fords Brasileiros/Brazilians Fords

24 08 2012

Ford F100: Tradição americana Made in Brazil.

(Português-BR)

A Ford começou a montar carros no Brasil em 1919, e começou a fabricação completa em 1958 com os caminhões série F. O estilo “bumpside” foi introduzido no Brasil em 1972 e continuou até cerca de 1992. Os primeiros motores eram da família Y-Block V8, mas em meados dos anos setenta o Y-Block foi abandonado e as F-100 era movidas pelos motores Lima 4 cilindros e 2.3 litros e a nova F-1000 também tinha um motor diesel de quatro cilindros. Esta é uma F-100 1973, modelo similar as primeiras F100 americanas de 1967…

(English)

Ford first assembled cars in Brazil in 1919, and began full manufacturing in 1958 with F-Series trucks. The 1970-style “bumpside” was introduced in Brazil in 1972 and continued until about 1992. At first power was from the family of Y-Block V8s, but in the mid-Seventies the Y-Block was dropped and the F-100 was powered by the Lima 2.3 I-4 and the new F-1000 was a four cylinder diesel model. This is a 1973 F-100 brazilian model similar to the first 1967 F100 models…

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Por Emerson Martínez





A Fénix!

22 08 2012

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Pessoal, é com grante satisfação que retomaremos as atividades neste blog, novas matérias, publicação de testes, e muitas novidades como por exemplo nossa fanpage no Facebook, a Word Classic Cars onde há foram postadas mais de 2000 imagens de carros clássicos do mundo inteiro, dividos por álbuns e países em imagens raras e em sua maioria grandes e/ou de alta resolução. Vão de  automóveis de grandes potências automobilístcas a até pequenas nações produtoras, entre nossas raras imagens foram publicadas muita publicidade antiga também. Vale a pena conferir, curta nossa página!

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Pedimos desculpas aos que acompanhavam nosso blog, vamos voltar de forma definitiva após quase 2 anos! É o corre-corre da vida, mas enfim quem curte automóveis esportivos, luxuosos antigos e as grandes marcas mundiais sempre será bem-vindo aqui e encontrará sempre coisas interessantes. Obrigado à todos e nos vemos amanhã!





Salão do Automóvel 2010 (As Modelos)

2 11 2010
O serviço de táxi dentro do Salão é muito melhor que o de fora…
 
Estamos de Volta! Depois de pouco mais de um mês, devido a problemas no PC e a rotina da faculdade mas não há de ser nada, retornamos com nada menos que as gatas do Salão do Automóvel 2010. Loiras, morenas ou negras. Você escolhe por qual babar mais, e por falar em sonhar com o quase impossível, temos também as belas máquinas do evento. Mas por enquanto eleja sua passageira favorita!
 
Emerson Martinez

 





Vem aí, o Salão do Automóvel 2010

18 09 2010
2006 Chevolet Camaro Concept

Chevolet Camaro Concept: Estrela do Salão em 2006

Mais um (abarrotado) Salão do Automóvel se aproxima, de 27 de outubro a 7 de novembro, montadoras e expositores de autopeças e acessórios (e belas gatas) se reúnem no Pavilhão de Exposições do Anhembi em São Paulo – SP. Estaremos lá para registrar o maior número possivel de novidades com imagens e videos, tudo em breve aqui no nosso blog.

Salão Internacional do Automóvel de São Paulo

  • Preços – Crianças de 05 a 12 anos: R$ 30,00, adultos: R$ 40,00, menores de 05 anos e maiores de 60 anos entrada grátis.
  • Importante:  A organização do evento não dá descontos de meia entrada para estudantes.
  • Endereço: Av. Olavo Fontoura, número 1209, Bairro de Santana.
  • Opção: Para quem for de transporte público, há ônibus fretados gratuitos na Estação Tietê do Metrô até o Anhembi.
  • Horários: Dia 27/10 das 14h as 22h (entrada até as 21h) 28/10 até 06/11, das 13h as 22h (entrada até as 21h) e dia 07/11 das 11h as 19h (entrada até as 17h). Lembrando que no último dia tem o tradicional buzinaço de todos os carros do salão, na última hora restante do evento. Até lá!




Esportivos Nacionais (Parte I)

8 09 2010
1964 Willys Interlagos

Retratos de um país que gostava de acelerar.

Postamos mais uma série de papéis de parede, agora de esportivos nacionais. Modelos que foram adaptações ou recriações de veículos estrangeiros, ou mesmo tentativas heróicas de desenvolver esportivos quase 100% brasileiros (caso de Puma, Miura, Bianco e etc). Retratos de um tempo que não volta mais, de um mercado que embora pequeno era pulsante em cores, modelos, motores e desempenho. 

Quando a fonte de alimentos destes dinossauros escasseou em 1973 (crise do petróleo) tornaram-se praticamente extintos, dando lugar a animais menores e menos famintos.  Hoje o Brasil é um mercado anual de 3,5 milhões de automóveis com apenas 2 esportivos e nenhum deles ultrapassa os 200cv. O que a antiga Chrysler nacional chamaria de “brincadeira”.

(Em breve a parte II)

Emerson Martinez

 





Renovação da Frota, Mais um Engodo…

14 08 2010
A linha VW de outros tempos e a chatice prateada de hoje em dia…

Como se não bastasse a obrigatoriedade da inspeção veicular, outro fantasma ronda os proprietários de carros antigos; a renovação da frota como medida “ambiental”  e de “segurança viária.” Como se o uso mais inteligente e racional do automóvel, a manutenção independente do tempo de uso, e a educação para o trânsito não fossem tópicos inerentes e até mais importantes para a compreensão destes problemas. A idéia é simplesmente transformar factóides em legislação com medidas superficiais e verticalizadas e ainda com o viés arrecadatório como pano de fundo.

Administratores, “especialistas” do sistema viário, urbanistas, ‘ecochatos’ e ‘burrocratas’ em geral que apoiam essa medida, não sabem (ou fingem não saber) sobre os inúmeros impactos ambientais que envolvem a fabricação de um único automóvel atualmente. Fomentar a compra de um automóvel zero Km, com o sucateamento de outro usado ou antigo, muitas vezes ainda em condições de reparo e uso, é uma medida tão estéril para desafogar o trânsito e melhorar a qualidade do ar, quanto a construção de pontes e viadutos ao invés de se investir no transporte de massa. Ou a adoção deste “meio-rodizio” cuja brecha dos horários de implantação, não remove os carros das ruas, pois os mesmos ficam guardados em estacionamentos, enquanto seus donos aguardam a expiração do horário fazendo um happy hour em bares pela cidade. (Lei Seca? Hã?)

Uma moto pode poluir até 7X mais que um automóvel moderno.

Carros antigos, bem ou mal conservados, são minoria na frota, além disso, rodam menos, e portanto ao longo de um mês podem contaminar menos o ar do que um carro moderno, catalisado e injetado que roda todo dia. Carros  de frota, táxis, de profissionais liberais, e do funcionalismo público que geralmente são mais novos e rodam muito, poluem mais que os Mavericks do Clube do Ford V8.  Será que além da injusta inspeção imposta para veículos antigos, haverá num futuro próximo alguma taxação ou imposição legal para que seus donos se desfaçam de seu patrimônio?

Sem falar no mal uso em geral que a população faz do automóvel. Pessoas que retiram o carro da garagem para rodar 500 metros. Que não oferecem carona a um parente próximo ou vizinho para colaborar com a fluidez do tráfego. Que burlam o rodízio saindo mais cedo e voltando mais tarde para casa, ou que simplesmente compra dois ou até mesmo três carros novos ou seminovos.

E as motos? Cada vez mais numerosas e muito poluentes, se multiplicaram devido a uma linha de crédito generosa, aliada a um baixo preço, consumo de combustível e manutenção idem. No entanto poluem tanto quanto um charmoso DKW “papa-óleo”, deixando muitas tosses e algum nivel de surdez por onde passam.

Cara, Cadê Meu Esportivo?

Desfeito o argumento “ambiental”, vamos ao mercadológico. A falta de opções e variedades do parque industrial brasileiro, está “maquiado” em parte, pelas importações sem taxas do México e dos produtos argentinos via Mercosul. Mas se observarmos apenas domesticamente, chegaremos a conclusão que o salto da industria automobilística nacional foi mais quantitativo que qualitativo.

Itens de série que são oferecidos como opcionais, pouca variedade de cores, e a morte de segmentos, como o de carros esportivos, podem animar um dono de antigo a trocar de carro? Carros atuais cada vez menos completos e caros, adquiridos pela fugaz sensação de possuir um zero? Em detrimento de um carro confortável, potente e completo cuja configuração e conceito sequer é mais oferecida por um equivalente atual? Acho que não cumpadi…

Ontem e Hoje: Cada vez menos opção e emoção na hora de comprar um carro...

Para os que não abrem mão do prazer de dirigir um automóvel possante e completo em acessórios. Que não ligam para consumo porque pode bancá-lo, ou simplesmente porque não usará o carro todos os dias, para todos os lugares como se fosse uma cadeira de rodas, fica dificil de entender o porque da necessidade desta “renovação”. Impostos embutidos no preço do carro, IPVA, impostos nos combustíveis, taxas para licenciamento veicular, e agora querem dizer quando nós devemos trocar nosso prezado veículo clássico que tinindo mal passa pela injuriosa inspeção por exemplo…

E para nos oferecer o quê? Quase não há mais Station Wagons nacionais, apenas uma picape de grande porte nacional, a Ford F250, e pra finalizar apenas dois esportivos, o Honda Civic Si e o Fiat Punto T-Jet, (contra meia-dúzia que tínhamos nos anos 70, somente ficando nos de grande porte). Se você é o feliz proprietário de  uma perua, picape grande ou um esportivo relativamente antigo, não encontrará quase nada novo na industria nacional para substituir seu carro, se é que quer ou deve fazê-lo…

-Fato, para adquirir um carro  zero km com alguma qualidade e com preço quase de nacional, você terá que recorrer aos importados isentos de taxa, mexicanos e argentinos. O que derruba outro argumento favorável à renovação da frota – A geração de empregos aqui.

Ficam as questões: a renovação da frota resolverá os problemas de poluição, trânsito, segurança viária e nos dará produtos melhores através da concorrência franca fomentada pelo consumo? NÃO.

A renovação da frota, por outro lado favorecerá apenas o Estado e seu insaciável apetite arrecadatório?  Uma industria automobilística cada vez mais acomodada, seria beneficiada por nos empurrar guela abaixo seus produtos defasados, via medida compulsória? Bom, você consumidor que dê sua resposta…

Emerson Martinez