A Fénix!

22 08 2012

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Pessoal, é com grante satisfação que retomaremos as atividades neste blog, novas matérias, publicação de testes, e muitas novidades como por exemplo nossa fanpage no Facebook, a Word Classic Cars onde há foram postadas mais de 2000 imagens de carros clássicos do mundo inteiro, dividos por álbuns e países em imagens raras e em sua maioria grandes e/ou de alta resolução. Vão de  automóveis de grandes potências automobilístcas a até pequenas nações produtoras, entre nossas raras imagens foram publicadas muita publicidade antiga também. Vale a pena conferir, curta nossa página!

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Pedimos desculpas aos que acompanhavam nosso blog, vamos voltar de forma definitiva após quase 2 anos! É o corre-corre da vida, mas enfim quem curte automóveis esportivos, luxuosos antigos e as grandes marcas mundiais sempre será bem-vindo aqui e encontrará sempre coisas interessantes. Obrigado à todos e nos vemos amanhã!

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Dodge Polara GTX 1971

3 03 2010

Dodge GTX - O Mopar Portenho.

O braço da Chrysler em terras argentinas que até meados dos anos 60 fabricava a pick-up Dodge D100 e versões em CKD  pouco nacionalizadas do Valiant norte-americano, resolveu em 1968 lançar seu médio-grande (para os padrões latino-americanos) com motores de 6 cilindros 225 (Siant-Six, 3.7 litros)  e o 318 V8 (5.2 litros) ambos de origem americana, como já sabemos.

Até então o mercado argentino estava pobre de verdadeiros esportivos, carros pequenos e pouco afetos da velocidade, como o Fiat 1600 por exemplo. A Chrysler identificou a lacuna e lançou em 1970 o Dodge Polara GTX cupê 318, que se tornaria lá (como foi aqui também) o maior motor já produzido no país.

Para os que alimentam a rivalidade, uma má noticia: Ele anda mais que nosso Charger...

Havia também a opção sedã de 4 portas, que foi fabricada também na Espanha, na planta que a Chrysler tinha instalado em Villaverde, Madri, lá nomeada 3700GT. Mas os espanhóis andavam apenas com o motor 6 cilindros, devido ao alto preço da gasolina na Europa o V8 foi inviabilizado, eles não tinham também a versão cupê, oportunamente falaremos aqui do modelo espanhol. 

Na Argentina além do GTX havia o R/T, cujo o grafismo de faixas era semelhante ao Dart SE nacional, esta versão era equipada com o 6 cilindros, 3.7 litros com 176 cv de potência. O GTX tinha um acabamento meio esportivo, meio luxuoso diferenciando-se do formalismo do Polara sedã e do despojamento ultra-esportivo do R/T, era o meio termo pra quem queria ter desempenho com conforto.

Dodge 3700GT: O "irmão" madrilenho de 6 cilindros.

Painel e volante lembram os Dodges nacionais.

Carroceria desenvolvida pelos argentinos sob a plataforma do Dart.

O desenho é inédito para brasileiros e completamente obscuro talvez para a maioria dos moparzeiros americanos, foi montado na plataforma A-body a mesma do Dodge Dart, o Dodge ‘hispânico’  tinha mais ou menos as mesmas dimensões do Dart, sendo só um pouco mais longo e largo.

O Dodge GTX apresentou números um pouco superiores aos do nosso Charger R/T, poderia ser a diferença da qualidade da gasolina? Acerto do motor? Dificil dizer, mas ver numa pista ambos Chrysler latino-americanos num racha seria um ‘Brasil e Argentina’ muito interessante de se ver.

GTX: um desafiante e tanto para o nosso Charger

318 V8: o maior motor da história da Argentina também.

No mercado argentino o principal rival do Dodge GTX era o Ford Falcon SP que era impulsionado por um 6 cilindros, mas tinha quase o mesmo desempenho por ser um pouco menor. Apesar do apelo esportivo e excelente desempenho, as versões V8 tiveram pouca saida se comparamos com os modelos de 6 cilindros, o fim desses beberrões da Chrysler na Argentina foi parecido com o destino da mesma aqui no Brasil. Venda da filial para a Volks em 1979 e descontinuação da linha em 1980, (um ano antes lá). O único Chrysler sobrevivente foi o Dodge 1500 (semelhante ao nosso pequeno Polara) mas já um carro Volkswagen com emblema e tudo.
 
Veredicto: Diferente das plantas Chrysler latino-americanas do México, Colômbia e Brasil, a filial da Argentina decidiu inovar e criar seu próprio “Pônei”, pode até ser que ele  não tenha o mesmo charme do Charger brazuca e suas rabetas revestidas em vinil, mas o grande Polara argentino em todas as suas versões é um clássico que merece uma olhada mais de perto e quem sabe uma pilotada?  Rivalidades a parte, eu queria um pra mim, Mopar 100% colecionável.

A versão V8 desses grandalhões vendeu pouco.

Ficha Técnica:

Fabricante: Chrysler Fevre – San Justo, Buenos Aires – Argentina.

Motor:

  • Cilindrada: 5.2 litros
  • Torque: 42,9 kgfm a 2600 rpm
  • Potência: 215cv a 4400 rpm
  • Relação peso/potência: 7,39 kg/cv

Dimensões e Peso:

  • Comprimento: 5,02
  • Largura: 1,90m
  • Peso: 1590kg

Desempenho:

  • 0 a 100 km/h: 9,2s
  • 0 a 120 km/h: 13,5s
  • o a 1000m: 31.6s
  • Velocidade Máxima: 197,5 km/h

Fonte: Revistas AutoMundo e Parabrisas Corsa

Autor: Emerson Martinez