Troca com troco?

9 05 2010

Bugatti Atlantique Type 57SC: 73 milhões de reais, sem opcionais...

Que leilões de antigos reínem carros raros e caros, todos sabem, mas dessa vez chegou-se ao recorde impressionante de US$ 40 milhões, ou 73 milhões de reais. Imagine só você ganhar na Mega Sena e não ter dinheiro para comprar um carro de 64 anos atrás. Mas foi essa a quantia paga pelo museu Mullin Automotive localizado em Oxnard, Califórnia.

O modelo é um Bugatti Atlantique Type 57SC de 1936, esse modelo em particular pertenceu a um médico inglês chamado Harold Carr que havia encostado o carro em seu galpão. Após o seu falecimento, seus familiares desentocaram o raro modelo, que foi completamente restaurado e pintado na sua cor original, um tom suave de azul, (antes o carro tinha cor preta). Recuperado, o clássico bólido foi colocado a leilão.

O carro em 64 anos de vida rodou apenas 23, somando um total de 26,2 mil Km. Seu dono anterior  foi outro britânico de nome Ear Howe, presidente de um clube de automóveis de corrida. Ele comprou o carro em 1955 por US$ 16 mil em valores atualizados. O Atlantique foi leiloado pela casa Gooding & Company com sede também na Califórnia.

O carro é tão caro que o Chiquinho Scarpa pode ser o flanelinha...

O Atlantique chegava quase a 200km/h em plenos anos 30...

Tanto dinheiro pode ser, ao menos em parte, justificado. O Atlantique estava um pouco à frente de seu tempo. Foi projetado por Jean Bugatti, filho de Ettore Bugatti, tem uma potência de 204cv e atinge inacreditáveis 194km/h de máxima, quando na época a média era entre 80 a 100km/h. O esportivo de luxo, contava com apenas 2 lugares, e chamou muita atenção pelo design futurista, tinha excentricidades (frescuras) como uma espécie de “barbatana” dividindo ao meio toda a carroceria, unida com rebites, a mesma solução foi utilizada para unir também os páralamas.

Só restam este e mais 2...

Hoje restam apenas 3 destes modelos, o museu que o comprou se dedica a perservar elementos que identifiquem a cultura francesa, o que abrange também o mundo automobilístico.  Curioso seria imaginar que tipo de veículo poderia-se aceitar em uma troca (troca com troco?) ou quanto cobraria um flanelinha para tomar conta, se o mesmo soubesse o valor desse rubí com rodas. Uma gorjeta tão cara que até o Chiquinho Scarpa poderia ‘ficar de olho’…

-Emerson Martinez








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